No dia 19 de Setembro de 1285 dava D. Dinis foral a Vila de Rei, antes lugar da Portela de São Sebastião ao redor da Capela da Misericórdia. Era o ano das Cortes de Lisboa em que a nobreza se sentia cerceada na sua impunidade perante as Inquirições, sendo um êxito as que foram feitas por D. Dinis em 1284, entre Douro e Minho e Beira Baixa, abrangendo também algum clero.

Esta região de grande riqueza agrícola, povoada por Celtas (Castros de São Miguel e Cabeço da Seada ainda existentes), conquistada por romanos (deste centro até Conimbriga), defendida pela Ordem do Templo e de Cristo (conforme está no Brasão-de-Armas actual) viu desaparecer a zona mais fértil do seu sector primário com a barragem do Castelo do Bode (oito povoações inundadas) em 1950.

O ano de 1285 coincide com o ano 684/85 da Era Islâmica, com o ano 5045/46 da Era Hebraica, e, em conversão gregoriana, com a Páscoa a 25 de Março (9 meses antes de 25 de Dezembro), com a Ascensão a 3 de Maio (então Quinta-feira, hoje Dia da Espiga) e Pentecostes a 13 de Maio (Domingo e Dia da Senhora da Iria, século IX). Ainda hoje, em Vila de Rei, a Festa da Rainha Santa Isabel, ocorre no Terceiro Domingo de Maio. O VII Centenário do Foral teve a presença do Presidente da República.

O Foral de 19 de Setembro tem a data mais enigmática da Igreja por ser DIA DOS MÁRTIRES DE SÃO JANUÁRIO (Festo, Didier, Socio, Proculo, Eutichio, Acucio), decapitados com ele no ano 305, sob o Imperador Diocleciano, onde o seu sangue, em Nápoles, em duas ampolas de vidro, ainda se liquefaz, perto da cabeça do Santo Mártir. O tesouro de São Januário é dos mais ricos do Mundo.

Quando D. Manuel I emite novo Foral reformista para Vila de Rei, a 1 de Outubro de 1513, obedece também ao ano 303 das perseguições de Diocleciano em Lisboa, então DIA DOS SANTOS PASTORES DE PORTUGAL degolados, filhos de um Senador Romano, Veríssimo, Máxima e Júlia, ainda hoje expostos na Igreja Santos-o-Velho, em Lisboa, contígua ao Palácio dos Lencastres (Mosteiro de Santos-o-Novo), hoje Embaixada de França, antigo Reino dos Celtas.

As energias desta Região assustaram sempre os Reis Filipes. Em 1618 Vila de Rei é TRIPARTIDA, mas Filipe III de Espanha depois de visitar Portugal (1619) adoece e morre um ano depois (31MAR1621).

As Armas Antigas de Vila de Rei evocavam a AZINHEIRA (quercus ilex), madeira que resiste à putrefacção, da família do CARVALHO, árvore sagrada celta, essencial para vigas, pilares, embarcações, barris, ferramentas, carvão e protecção dos solos. A Lua, em QUARTO MINGUANTE sobre uma CABANA, expressa rituais sagrados e traduzia a SEMANA DA ASCENSÃO antiga que terminava em LUA NOVA para dar origem ao DOMINGO DE PENTECOSTES. Assim O DIA DA ESPIGA é o DIA DA ASCENSÃO de antanho.

Estas Armas, para além das Armas de Portugal, com os escudos ao CENTRO, têm ainda OITO Estrêlas. Sabendo-se que os Reis-de-Armas do Reino pertenciam à Ordem do Templo/Ordem de Cristo (Cruzes nas actuais Armas com a Palma alusiva à resistência Napoleónica na região) temos a certeza que VILA DE REI está orientada por um Magister Carpentarius, o último dos quais, em Portugal, construíu o Aqueduto das Águas Livres, o maior projecto de abastecimento Romano com captação em Belas.

No reinado de D. Maria I, em 1788, Francisco António Ciera (1763-1814), o último Cosmógrafo-Mor do Reino, doutor de Matemáticas e Professor da Cadeira de Astronomia da Universidade Coimbra, inicia a Carta Geográfica do Reino (Triângulação Geral de Portugal, assente primeiro no Castelo de São Jorge e depois mudada para Melriça como DATUM), mas as Invasões Francesas paralisam os trabalhos, embora ainda em 1802 se tenha construído o PICOTO DA MELRIÇA (Engº Caetano Batalha e Ten-General Pedro Folque, matemático). Em 1870 a tarefa é retomada e em 1973 o DATUM/Melriça está ratificado.

Em 1952 o Picoto de 9,10 m (1802) é acrescido de 1,20 m. A altitude é de 592 m (Lat 39º 41’ 40’’ N; Long 8º 07’ 50’’W) e tipifica o CENTRO GEODÉSICO DE PORTUGAL. Não confundir com o CENTRO GEOGRÁFICO DE PORTUGAL (Lat 39º 39’ 8’’N; Long 7º 58’ 25.3’’W) que está próximo, na freguesia de Amêndoa, precisamente na zona de CARDIGOS, hoje Concelho de Mação, antes de Vila de Rei, até 1878. Este lugar sagrado pré-histórico (Anta do Cabeço Penedentas), com ídolos endovélicos encontrados, era fulcro central romano chamado Amindula, na estrada Egitânia-Abrantes, e estava próximo da Serra da Ladeira, onde o Castro de São Miguel (existente e antes Odínico) foi dos Celtas e depois dos Visigodos.

Porém, o que devemos como ORDEM DE OURIQUE procurar é o OMPHALOS GREGO, o CENTRO ENERGÉTICO, o UMBIGO da PÁTRIA, tal como PATREUS (nome Pátria) o fez para fundar a Cidade-Estado de PATRAS (lugar onde morreu, em CRUZ, o Protocletos de Cristo, Santo André) ainda hoje a PORTA OCIDENTAL grega e do Golfo de Corinto, onde estava o UMBIGO GREGO no TEMPLO DE DELFOS.

Hoje com GPS, as sofisticadas Redes Geodésicas Internacionais e sistemas de navegação dão-nos as informações TERRA-MAR-AR. Porém, mesmo o mais sofisticado avião/navio de guerra é obrigado a navegar, em treino real, pelo astrolábio, sextante e bússola, face ao empastelamento da guerra electrónica. Assim navegam os animais aéreos, aquáticos e terrestres, com o modelo «electrónico» mais aperfeiçoado no MORCEGO, GANSO, ORCA, TARTARUGA, SERPENTE, RATO, CAVALO e GATO.

Herácles (Hercules), antes de iniciar os seus 12 Trabalhos, foi ao UMBIGO (Delfos) da Grécia e rumou ao Cabo Sagrado (Sagres) para fundar o Templo de Cádis, após consagrar as Colunas de Hércules. A ROTA deste semi-deus, RUMO ao MAR NEGRO (Ponto Euxinus de Roma) para visitar o lugar mitológico de PROMETEU (Cáucaso) foi seguida, parcialmente, por Aníbal de Cartago para Conquistar Roma. Aníbal exlila-se no Mar Negro, ajudado por Cipião (o Africano) e aí morre. Viriato, Sertório e Afonso Henriques, como Fenícios, Gregos, Vikings, Reis de Java/Polinésios e Portugueses (até D. João II), ou Infante D. Pedro, Duarte Pacheco Pereira, Afonso Albuquerque, Pedro Nunes e Gago Coutinho, seguiam-guiavam-rumavam-ensinavam segundo dados, cartografias, astronomias e linhas terrestres que obedecem a LEIS similares ao alinhamentos do nosso corpo ADN/ARN, cujas células têm 12 meridianos energéticamente dependentes de SETE VÓRTICES para SETE BURACOS na cabeça, quais SETE PLACAS tectónicas da TERRA.