A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura acaba de declarar o cante alentejano como Património Imaterial da Humanidade. Exatamente três anos depois do fado.

 

O cante alentejano já é da Humanidade. A decisão foi tomada esta quinta-feira de manhã, em Paris, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)

A candidatura do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade deu formalmente entrada a 28 de março de 2013 no comité internacional da UNESCO. Há três semanas foi considerada “exemplar” pelo comité de avaliação e as expectativas eram altas.

Esta semana, o presidente da Câmara Municipal de Serpa Tomé Pires disse ao Observador que a chancela da UNESCO ao cante alentejano podia abrir muitas portas. Ao objetivo de salvaguardar e transmitir o cante, é preciso também “começar a pensar em tornar este ativo cultural numa ativo económico, para ajudar a sustentabilidade do cante e o desenvolvimento da nossa região”, disse.

Há exatamente três anos, a 27 de novembro de 2011, Portugal celebrou a eleição do fado como Património Imaterial da Humanidade. No ano passado, foi a vez de a dieta mediterrânica entrar para a prestigiada lista, graças à candidatura conjunta submetida por Portugal, Chipre, Croácia, Grécia, Espanha, Itália e Marrocos.

A brasileira “roda de capoeira” e as carpetes “kilimi” feitas pelas mulheres de Chiprovtsi, na Bulgária, foram outras das várias tradições inscritas esta semana na UNESCO. As reuniões que analisam um total de 46 candidaturas terminam na sexta-feira.

 

Em: Observador | 27/11/2014, por Sara Otto Coelho|

SARA OTTO COELHO