Secretário de Estado do Desporto lembra Eusébio enquanto a multidão aplaude o “Pantera Negra” na paragem final do cortejo fúnebre, na Praça do Município, em Lisboa.

Largas centenas de pessoas juntaram-se esta segunda-feira na Praça do Município, em Lisboa, para prestarem uma última homenagem a Eusébio, que morreu no domingo.

Entre a multidão, que aplaudia, gritava e tirava fotografias, esteve o secretário de Estado do Desporto, Emídio Guerreiro. “Acho que é sobretudo um momento de grande união de um país em torno de uma figura enorme, que durante décadas foi um dos maiores embaixadores de Portugal, e que irá continuar a ser nos próximos anos com toda a certeza”.

“Penso que os dias de ontem e hoje revelam bem o carinho enorme que todos os portugueses têm pelo Eusébio. Isso é que é o mais importante, temos de valorizar esta enorme união em torno desta figura consensual, este enorme símbolo da portugalidade”, disse à Renascença o secretário de Estado.

O cortejo fúnebre, que partiu do Estádio da Luz, chegou à Praça do Município pelas 15h00, onde era aguardado por centenas de pessoas de todas as idades, muitas com cachecóis do Benfica ao pescoço e peças de roupa vermelhas vestidas.

O cortejo foi recebido na Praça do Município com aplausos e vivas. O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e vários vereadores e autarcas estiveram também presentes para a derradeira salva de palmas ao “Rei”.

O trajecto entre o Estádio da Luz e a Praça do Município foi acompanhado por milhares de pessoas, que formaram um cordão humano praticamente ininterrupto, sobretudo quando o carro fúnebre saiu da Segunda Circular e entrou no Campo Grande.

A missa em homenagem ao “Pantera Negra” vai realizar-se às 16h00, na Igreja do Seminário no Largo da Luz, após o que o corpo segue para o cemitério do Lumiar, onde o funeral se realiza às 17h00.

Domingo, segunda e terça-feira são os três dias de luto nacional decretados pelo Governo português pela morte de Eusébio. Considerado um dos melhores futebolistas de sempre, o “Pantera Negra” morreu este domingo, aos 71 anos, vítima de insuficiência cardíaca.

 

Em “Renascença”: Um enorme símbolo da portugalidade