TradiçãoMezinhas

Remédios e tratamentos caseiros: conhecimento e sabedoria popular.


Todo o Luso (incluindo os seus ancestrais Atlantes) “descobriu” e teve a consciência de que estava nesta terra, e que embora “dominando-a”, precisava porém de nela sobreviver e mesmo propagar a sua espécie, e tinha necessidade pois e primária de se alimentar quotidianamente.

É claro que o Atlante ou o Luso que viveu ou vive mais perto do Equador sempre teve-nesse sentido- a vida mais facilitada, pois bastava-lhe deitar a mão à água corrente (rio ou mar) para apanhar o peixe, ou “meter a mão na bananeira” para se fartar da fruta.

Inicialmente o homem, como animal herbívoro que foi, era mais sadio e mais elegante do que hoje. E assim ele não teve muitas doenças, pois se acaso escolhia mal as raízes ou plantas de que se alimentava, não adoecia pois nesse caso simplesmente morria logo, e aí, já não precisava de se curar.

Só quando o homem, se tornou um animal carnívoro , aí não só lhe começou a cair o pêlo todo que revestia seu corpo, como sobretudo começou a apanhar doenças que o afligiam, atormentavam e até o acabavam por matar.

O homem então começou a ser afectado e cada vez mais por doenças e maleitas, e cada vez mais diversas e mais graves do que quando era só herbívoro. Desde essa época, que o homem então começou a procurar na Natureza e sobretudo no reino vegetal que o circundava, aquelas ervas e raízes que lhe podiam restituir a saúde, sobretudo quando se sentia mesmo muito doente.

Os Atlantes e os Lusos foram peritos e até Mestres em encontrar e descobrir raízes, caules, folhas, flores, plantas que ingeridas directamente ou através de “infusões” e em certas quantidades e ritmos, os curavam das maleitas que atacavam os seus sistemas neuro-vegetativos quer eles fossem do foro respiratório, digestivo, circulatório ou nervoso.

Os Lusos (herdeiros dos conhecimentos Atlantes) souberam juntar às farmacologias ervanárias ancestrais, as por eles próprias descobertas nas suas viagens ao redor da Terra e encontradas nas Áfricas, nas Índias, e nas Américas. Veja-se e leia-se por todas elas, aquele tratado Universal de Plantas Medicinais que é o “COLÓQUIOS dos SIMPLES e drogas e Cousas Medicinais da Índia-Goa-1563” do grande Luso que foi Físico-Médico-Naturalista de nome GARCIA da ORTA (que foi médico de D. João III).

Este tratado foi logo na época traduzido para várias línguas, e descreve com invulgar exactidão numerosas plantas da flora asiática. Nesse tratado se encontra pela primeira vez no Mundo, a descrição de sintomatologias de algumas doenças exóticas e métodos terapêuticos até então desconhecidos não só na Europa como em qualquer outro país do Globo.

Lusos, vinde procurar e encontrar no “sítio portugalidade-MEZINHAS-aqueles conselhos naturalísticos já do conhecimento dos Lusos-Atlantes que poderão ajudar-vos a curar, ou pelo menos a minorar o sofrimento de vossas maleitas.