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Lendas do Povo Luso em todo o seu esplendor


Em uma Edição de “Luxo intelectual” e de Luxo gráfico, o grande escritor e etnógrafo Gentil Marques, em 1962 publicou a sua obra – “Lendas de Portugal” em 5 volumes editados na Editora UNIVRSUS e como intróito, ele sumariamente nos disse:

As lendas – são narrações tradicionalmente fantásticas, essencialmente alegóricas e geralmente localizadas em pessoas, épocas e locais determinados”.

Já o Prof. Garcia de Diego nos ensinou:
“A lenda é a flor da admiração que o Povo oferece ao sublime. A lenda é a apresentação mais dedicada da literatura popular. Na lenda, o Mundo quer evadir-se da vulgaridade quotidiana, embelezando a prosa da vida com uma sonhada espiritualidade”.

As lendas enraizadas nos povos, podem constituir a sua história, e a sua lei. As lendas constituem na sua essência o anseio espiritual de homens de sempre ao tentar conhecer e dominar os mistérios do universo.

Etimologicamente, o conceito mais antigo e natural da palavra “LENDA” – derivado directamente do termo latino “legenda” ou seja “leitura” – indica a lenda como “leituras que deviam ser feitas e contadas depois aos outros”.

Há também que ter em consideração que a lenda, por vezes põe em cheque-mate a própria História, desdizendo-a, ou emendando-a. Mas, o facto real, é que muitas as vezes só nos lembramos do que a lenda nos conta e já não do que a História regista.

Além de que a maioria das vezes, a História só regista as histórias que os vencedores contam, e NUNCA as histórias que nos seriam contadas pelos vencidos, se acaso estes tivessem sobrevivido para nos contar as suas histórias.

Mas o Povo, qualquer Povo, consegue sempre “o milagre” de preservar a sua identidade quer o faça através da História contada e escrita pelos seus historiadores, quer o seja através da preservação das suas Lendas.

E na verdade, como sublinha Gentil Marques, a LENDA:
“É uma herança espiritual, rica como nenhuma outra, porque tem o valor da eternidade, vive geralmente escondida nos meios mais humildes, longe das urbes e das bibliotecas, das multidões, da velocidade, do progresso e da confusão”.

A “portugalidade.pt” começa pois por rememorar a todos os Lusos, algumas das nossas “Lendas” mais carismáticas, entusiasmantes e fantásticas das nossas terras e das nossas gentes.