Tradição

Comportamentos, memórias e vivências próprias do povo Lusitano


O actual III Milénio em que nós e a Terra vive, é verdadeiramente caracterizado pela Mudança, pela Novidade, pela descoberta contínua da vida e de nós próprios, enfim, por tudo o que é Novo, e tudo será Novo e diferente do que a Terra era.

O próprio comportamento vivencional de todos os seres vivos, será diferente do que antigamente era, pelo que nada será de admirar, se virmos amanhã, de mãos (ou patas) dadas um leão com uma gazela, ou um lobo com um cordeiro!

O “próprio” reino vegetal está também em mudança, e assim as glicínias já não florescem só em Março/Abril, e já dão flor em Junho/Julho ou Agosto, tal como acontece com as rosas, as estevas, a urze ou as mimosas. Uma coisa pois é certa e impossível de variar, de mudar ou de cambiar:

É a raiz das plantas e das árvores, dos animais, dos homens e de todas as coisas. Todos os seres vivos, ou possuem “raízes” que os mantêm na Terra e que dão vida a esse ser, ou têm cromossomas genéticos que trazem em si a memória e desenvolvimento vivencial desse ser. Todos eles terão de respeitar porém essas mesmas raízes ou cromossomas.

Pois se cortarmos as raízes, às glicínias, às estevas ou a qualquer árvore frutífera, podemos estar certos que acontecerão duas coisas:
Primeiro – Tal planta não mais dará flôr e muito menos frutificará.
Segundo – Tal ser vivo sem raiz – Morrerá.

O mesmo acontece com o ser Humano. A maneira de viver, de actuar, e de ser “gente” no mundo, está em plena mudança e alteração de vida constante. Contudo, o ser Humano, tem necessidade de conhecer as suas raízes, as suas TRADIÇÕES, como Pessoa, e como membro de um agregado Social a que pertence, e em que está inserido.

Se o ser Humano, desconhece ou mesmo corta as suas raízes – Tradições – ele poderá sobreviver, mas como mero autómato ou ser vegetativo. A sua “essência”, o seu “espírito”, a sua fonte de vivência e razão de existência, acabam. Morrem. Só subsistirá para pagar impostos.

Por isso todo o ser Humano, deverá, e tem interesse próprio, em saber quem o gerou (quem foram os seus Pais) quem é a sua família, qual é o povo a que pertence. Sem conhecer isso, ou “cortando” tais raízes ou tradições, esse ser Humano, jamais se conhecerá a si próprio, jamais será feliz, ou viverá em Paz, por mais que mude – todos os dias da sua vida – a sua maneira de ser, e de estar na vida.

Por isso, o sítio da “Portugalidade” procurará enumerar e relembrar as “Tradições próprias do povo lusitano”.