O Teatro Académico Gil Vicente (TAGV), juntamente com entidades de outros oito países, apresentou uma candidatura a fundos europeus para um projecto de formação e produção teatral de 3,4 milhões de euros, disse hoje o director da estrutura portuguesa.

O projecto consiste em dar “mais consistência” e “dimensão” ao École des Maîtres, do qual o TAGV, de Coimbra, é o representante português há três anos, transformando-o numa iniciativa com duas produções profissionais por ano em itinerância pela Europa e com “dois estágios de formação continuada maiores”, disse à agência Lusa o director do teatro, Fernando Matos de Oliveira.

O projecto tem um orçamento de 3,379 milhões de euros, querendo as entidades envolvidas um financiamento de 50% por parte do programa Europa Criativa 2014-2020, informou, acrescentando que a candidatura foi apresentada no dia 07.

O École des Maîtres, que conta com a participação de Portugal desde 1999, consiste num espaço de formação e troca de experiências de jovens actores profissionais de diferentes países europeus, que apresentam o resultado da formação, dirigida por um artista convidado, nos países participantes.

Para este projecto, estão presentes 13 entidades – nove estruturas de programação e produção e quatro estruturas de criação – de Itália (líder do projecto), Portugal, Bélgica, França, Espanha, Croácia, Eslovénia, Grécia e Alemanha.

A candidatura visa garantir “mais inclusão e apoio” de jovens artistas profissionais, sublinhou Fernando Matos de Oliveira, considerando que a participação do TAGV segue a “lógica” do seu cariz de teatro universitário.

Caso a candidatura seja aprovada, o projecto passa de um trabalho de dois meses para uma iniciativa que decorre “ao longo de todo o ano”, com mais “produção, mais viagens e mais itinerância”.

No âmbito da actual edição do École des Maîtres é apresentado no sábado no TAGV o espectáculo “O Capital”, que se baseia na análise do economista francês Thomas Piketty.

Em: Notícias ao Minuto