CARACTERIZAÇÃO GEOMORFOLÓGICA E PAISAGÍSTICA
Quando se fala de Sintra, imediatamente se associa a ideia de paisagem, da influência sobre o homem e suas manifestações, ou da união perfeita entre este e a natureza. Mas, para melhor compreensão do conceito de paisagem, ou antes, de paisagem cultural, impõe-se fazer primeiro a descrição das características naturais da região.
A Serra de Sintra onde se localiza a Vila Velha ou Centro Histórico de Sintra, está incluída numa área mais alargada a que corresponde o Parque Natural de Sintra Cascais. Este Parque Natural, criado em 1994 (Decreto Regulamentar nº8 de 11 de Março, por reclassificação do seu anterior estatuto de Área de Paisagem Protegida de Sintra Cascais), situa-se junto do litoral e é formado por uma diversidade e riqueza paisagísticas invulgares. Marcado pela presença aglutinadora e dominante do maciço orográfico da Serra de Sintra, que o corta perpendicularmente à costa marítima, inclui além das zonas litorais (entre a Cidadela de Cascais e a Foz do Falcão), áreas agrícolas (a norte da várzea de Colares) e florestais. A faixa litoral é formada por uma série de arribas e falésias, farilhões, dunas e areais, onde se destaca, no prolongamento da Serra – o simbólico Cabo da Roca -, abrupta falésia de 140 metros sobre o mar, o ponto mais extremo desta finis terrae do continente europeu, que no séc. XVI Camões referiu no seu poema épico Os Lusíadas “aqui… onde a terra se acaba e o mar começa… “.
A Serra formada há cerca de 90 milhões de anos, constitui um “inselberg” que se estende no sentido Leste-Oeste por uma área de 10 quilómetros de comprimento por 5 quilómetros de largura. Salientam-se vários cumes: na zona ocidental, e mais erodida – Monge (490 m), Peninha (487 m) e Adro Nunes (422 m); na parte oriental e menos desgastada – Cruz Alta (528 m), Pena (527 m) e Pedra Amarela (406 m). As linhas de água e a ação erosiva talharam vales apertados no interior da Serra e esculpiram curiosas formas nos penedos, a exemplo dos amontoados caóticos do Alto das Três Cruzes ou Penha Longa.

A Serra tem condições específicas de um micro clima que, embora mediterrânico, tem uma feição oceânica. Devido à disposição e proximidade relativamente ao mar; onde se faz sentir o regime de nortada marítima, o ar ao esbarrar com o pequeno maciço orográfico, é obrigado a ascender, o que provoca a sua condensação e por conseguinte elevada humidade (quase sub-tropical). Do lado Sul, as condições são menos higrométricas e mais soalheiras.
As frequentes neblinas, a presença de inúmeras fontes naturais, a variedade litológica, os diversos nichos naturais da Serra, favorecem uma biodiversidade vegetal quase absoluta e luxuriante.

 

RAZÕES QUE LEVARAM SINTRA A SER CLASSIFICADA PAISAGEM CULTURAL PELA UNESCO

A simbiose, entre este pedaço de terra, favorecido generosamente pela Natureza, e a história do homem, foi fecunda e harmoniosa e reflete-se a cada instante. Em Sintra, na verdade, no decorrer dos séculos, as diversas correntes culturais, atuaram no meio natural, mas também foram por ele motivadas e desenvolvidas. Por outro lado, o sincretismo cultural, é ao mesmo tempo, neste lugar, sinónimo de tolerância cultural. Outro vetor significativo é o simbolismo e a “religiosidade” deste lugar.

A imagem da vegetação, em harmonia com o que o homem constrói, é em Sintra uma tradição que se perde na memória do tempo. O Paço Real evoca-nos os tempos de uma Sintra mourisca e medieval com os seus pátios verdejantes e fontes.
Sintra foi também o cenário ideal para a culta corte renascentista. O neo-platonismo da época, na procura de um mundo novo harmonioso e belo, podia ser personificado na imagem bucólica da Serra e do Mar. A Quinta da Penha Verde é um dos melhores exemplos onde a conceção humanista se encontra espelhada.
Na segunda metade do século XVIII e no século XIX, desenvolve-se o aproveitamento das condições naturais para criar um programa romântico onde a nostalgia de um tempo perdido, da memória histórica de algo que passou ao domínio do mito, constituem os vetores principais. Os Parques da Pena e de Monserrate são, neste capítulo, expoentes de inexcedível beleza. Nesta época, viajantes, escritores e aristocratas escolhem Sintra como lugar de veraneio e constroem monumentos que conjugam ecleticamente variadíssimos estilos revivalistas. São rodeados por espaços verdes exóticos que embora projetados pelo homem, não são geometrizados como nos cânones clássicos, mas onde a Natureza como numa encenação espontânea mostra toda a sua pujança, e mais uma vez esta Serra permite isso, tendo inclusivé um papel importantíssimo na irradiação de uma imagem romântica para a Europa.
Sintra é também, ainda que, de forma isolada, palco para os jardins neo-clássicos de Seteais.
Foi ainda este glorious Eden, na expressão utilizada por Lord Byron no séc. XIX, fonte de inspiração de artistas que legaram um vasto património literário.

Todos estes os aspetos e outros levaram a UNESCO a classificar Sintra Património da Humanidade, na categoria de Paisagem Cultural. Esta atribuição, contempla uma grande parte da Serra e o Centro Histórico da Vila.

 

CARACTERIZAÇÃO HISTÓRICA / CENTRO HISTÓRICO DE SINTRA “VILA VELHA”

O micro clima da Serra de Sintra, a proximidade do mar e do estuário do Tejo, e a fertilidade das terras em redor, favoreceram a presença humana nesta região desde épocas muito recuadas. São disso testemunho os povoados neolíticos de S. Pedro de Canaferrim e da Rua das Padarias, o povoado calcolítico de Penha Verde, a tholos da Bela Vista e o povoado da Idade do Bronze do Castelo dos Mouros.
Mais tarde, os romanos da tribo Galéria, estabeleceram aqui villae; numerosos vestígios foram encontrados na área compreendida entre Sintra e Mafra, principalmente pedras epigrafadas (cipos e aras) que se podem observar no Museu Arqueológico de Odrinhas e que constituem uma das mais ricas coleções do país, no seu género. Na Vila de Sintra detetaram-se vestígios que apontam para a presença de um povoado ocupado desde o séc. II-I a.C. ao séc. V d.C..
O período muçulmano está bem documentado, sendo vulgares ainda hoje, os topónimos de origem árabe em Sintra e no seu termo, que nos recordam a influência que teve aqui aquela cultura. Existem referências de autores árabes, como a do geógrafo Al-Bacr (séc. X), que mencionam a povoação dependente de Lisboa no Andaluz, e próxima do mar; outras, definem-na como o núcleo populacional mais importante desta região, logo a seguir a Lisboa. São também referidos os seus excelentes pomares que produziam frutos de assinalável tamanho.
Dois castelos existiam em Sintra neste período: um, que ainda subsiste, conhecido por Castelo dos Mouros (ou de Sintra), aproveitou um dos pontos altos e estratégicos da Serra; o outro, no sopé, sobre o provável povoado proto-histórico romanizado, onde se localizaria a vila e alcáçova muçulmana, foi bastante transformado ao longo dos tempos, dando origem ao Paço da Vila. O primeiro, é uma construção provavelmente do séc. IX, destinado a servir de atalaia e defesa de uma região que foi disputada até ao séc. XII por mouros e cristãos. No seu interior encontram-se silos árabes escavados na rocha.

Recorde-se que o castelo dominava férteis várzeas agrícolas onde trabalhavam os habitantes do campo -çahroi -, palavra que derivou em “saloio” e que ainda hoje serve para designar as populações rurais dos arredores de Lisboa que tradicionalmente cuidam das hortas e pomares.
Pouco tempo depois da conquista de Lisboa (1147), com a ajuda dos cruzados o castelo de Sintra rende-se ao primeiro rei português D. Afonso Henriques. Uma pequena ermida românica foi edificada por ordem deste monarca no perímetro das muralhas, a fim de assinalar a tomada do castelo. Muito cedo ficou em estado de ruína, em parte devido à construção no séc. XVI, da nova matriz de S. Pedro na base da Serra e mais próxima do núcleo populacional. Com o objetivo de incentivar o povoamento do aglomerado, em 9 de Janeiro de 1154 foi outorgada Carta de Foral à Vila de Sintra, cujos privilégios seriam confirmados por D. Sancho I em 1189. O concelho viria a ter quatro freguesias, respetivamente: S. Pedro de Canaferrim, cuja matriz ficava junto do castelo; S. Martinho, com a matriz no centro da Vila; e posteriormente, Santa Maria e S. Miguel, com sedes paroquiais no Arrabalde. Após a Reconquista coabitavam no município, judeus, mouros e cristãos. Sabe-se que existiu uma Judiaria, e que um importante núcleo de mouros libertos se havia fixado em Colares, pelo menos até ao reinado de D. Dinis.

 

A Vila foi por diversas vezes propriedade de rainhas, mas esta situação deixou de se verificar a partir da dinastia de Avis. D. João I (1385-1433) realizou importantes remodelações no Paço de Sintra, transformando-o numa construção gótico-mourisca onde se destacam duas imponentes chaminés cónicas. As experiências arquitetónicas complementares feitas neste Paço Real de raiz árabe, espelham uma nova realidade – a de um monarca que é o senhor de Ceuta após a tomada da praça marroquina em 1415, cuja data marca o início da expansão portuguesa e da formação do império.
Foi também no Paço que nasceu e morreu D. Afonso V (1433-1481) monarca que conquistou diversas praças do Norte de África, e que foi aclamado rei D. João II (1481-1495) cuja visão política e estratégia permitiram o desenvolvimento das Descobertas.
A Vila e o seu termo sofrem um novo impulso com D. Manuel I (1495-1521). O Paço teve obras e constituiu até finais de seiscentos, um dos principais lugares de residência de reis e Corte. Sintra durante esta época torna-se um centro visitado por artistas e humanistas que espelham uma vida palaciana culta.
O Paço de Sintra está também ligado à queda do império; foi aqui que D. Sebastião decidiu empreender o combate aos mouros em Alcácer Quibir (1580), fatídica empresa da qual este rei não regressaria, deixando vago o trono português e que teve como consequência a perda da independência face à Espanha.
Depois da Restauração da Independência em 1640, Sintra deixa de ser o núcleo onde era habitual a estadia do rei, passando a ser no período barroco, o Palácio de Mafra, e mais tarde o Palácio de Queluz, ambos relativamente próximos de Sintra.
Outros factos da História de Portugal desenrolaram-se no Paço – o desditoso rei D. Afonso VI foi deposto e passou ali os restos dos seus dias encarcerado.
Com o terramoto de 1755, grande parte da Vila Velha necessitou ser reconstruída, tendo sido feitas no antigo traçado urbano várias alterações.
Nos finais do séc. XVIII e o séc. XIX, viajantes, escritores, aristocratas e burgueses instalam-se em Sintra e desenvolvem nela um ambiente romântico pejado de exóticos jardins, palácios e chalets, que fazem do lugar um sítio único e referencial.
No séc. XIX, os diversos planos de desenvolvimento agrícola e a criação de eixos viários – estrada para Cascais e caminho de ferro para Lisboa -, originam uma significativa expansão urbana na Vila. O Bairro da Estefânia, construído já neste século é um dos núcleos principais que adquire importância após a inauguração da linha férrea. Entre este bairro e a Vila Velha foi construída, no início do séc. XX, a Câmara Municipal. Esta área apesar de constituir um centro cívico e administrativo, contudo não fez desaparecer como espaço social o antigo largo do Paço. Atualmente são três os principais núcleos habitacionais- a Vila Velha, a Estefânia e S. Pedro.

 

PATRIMÓNIO HISTÓRICO-NATURAL

O clima específico do lugar, no contexto nacional, com verões frescos e invernos amenos e soalheiros, e a beleza do lugar, atraíram reis e nobres que aqui construíram quintas e palácios, com belos jardins, dando-lhe um cunho histórico cultural.

Nos começos da centúria de quinhentos, os encantos de Sintra atraíram italianos que tinham prósperos negócios em Lisboa. Nesta Vila edificaram casas para passar os seus tempos de ócio. Estas villas são dos primeiros testemunhos de arquitetura civil do Renascimento em Portugal ou mesmo na Península Ibérica. Entre os exemplos avultam a Quinta do Cosmo, o Paço dos Ribafria.
Mas é na Quinta da Penha Verde, onde em meados do século XVI, D. João de Castro, Vice Rei da Índia, passou parte dos últimos anos da sua vida, que a corrente humanística está melhor representada. Esta propriedade foi palco de um cenáculo onde conviveram alguns dos mais ilustres humanistas da altura, designadamente, Francisco da Holanda, amigo pessoal daquele nobre. São desta altura alguns belos trabalhos renascentistas em diversas capelas e igrejas da Vila.

Um novo desenvolvimento cultural ocorreria no século XIX, com D. Fernando II (1836-1885), aristocrata alemão da casa de Saxe Coburgo-Gotha, casado com a rainha D. Maria II. Este príncipe de grande cultura e amante das artes, identificado com a corrente romântica, aplicou-a aqui de forma notável e pioneira (influenciou os exemplos surgidos mais tarde na Europa Central).

Tendo adquirido o Convento de Nossa Senhora da Pena, localizado num dos picos da Serra, transformou-o no esplêndido Palácio da Pena e, em seu redor, mandou plantar um extenso parque de árvores exóticas, onde não faltavam, dentro do espírito romântico, fontes, lagos, ruínas, capelas, miradouros, que conferem magia ao lugar e evocam lendas de cavaleiros medievais, duendes, fadas e princesas. No projeto deste parque, denominado da Pena, colaboraram o arquiteto Barão de Eschwege e o engenheiro Barão Kessler. De assinalar neste Parque a riqueza e a variedade paisagísticas, designadamente, o Jardim da Fonte dos Passarinhos, Vale dos Fetos, Lagos e Jardim das Camélias, e ainda o Jardim Inglês e o Jardim da Feteira da Condessa, onde se ergue o Chalet da segunda esposa de D. Fernando II. Em simultâneo, ordenou a reflorestação da Serra, com espécies nacionais como o carvalho e o pinheiro manso, ou, estrangeiras, como acácias da Austrália, araucárias do Brasil, ciprestres do México, cedros do Líbano, fetos arbóreos da Nova Zelândia, túias da América do Norte, entre muitas outras.

Mas os pontos de interesse da Serra são inúmeros; o Parque de Monserrate, localizado na encosta norte, é outra joia da corrente romântica. O topónimo, deve a sua designação ao facto de, em 1540, depois de uma peregrinação realizada por frei Gaspar Preto a um ermitério beneditino em Monserrat, na Catalunha, este ter decidido edificar uma pequena ermida dedicada a Nossa Senhora de Monserrate na Quinta da Boa Vista. Nos finais do século XVIII, a propriedade foi arrendada a um comerciante inglês de nome Gerard De Visme, que efetuou transformações na quinta. É edificado um palácio com jardins, onde outrora existira a ermida. Passado pouco tempo, De Visme, subarrenda a quinta a um compatriota, o escritor inglês William Beckford, que continuou as obras e reforçou no lugar o espírito romântico, principalmente nos jardins, com a criação de quedas de água despidas de artificialismos e que sugerem um ambiente tropical.
O maior impulso, porém, verifica-se em meados do século XIX, quando o novo proprietário, o inglês Francis Cook, transformou o palácio numa exuberante construção de vários estilos revivalistas – neo-gótico, neo-mourisco, indiano e envolve o local com um dos mais luxuriantes jardins exóticos, recriando um clima oriental das Mil e uma Noites. Para isso, toma em consideração os conselhos de paisagistas e botânicos e introduz nos jardins, numerosas coleções de árvores e plantas exóticas dos cinco continentes, como por exemplo – metrosideros e fetos arbóreos da Nova Zelândia, araucárias da Austrália (chegam a ultrapassar os 50 metros de altura), palmeiras e yucas do México, taxódio dístico da América do Norte, rododendros, azálias e bambus do Japão, e exemplos de espécies indígenas como o sobreiro e o azevinho. Todo este quadro se conjuga, com caminhos sinuosos, recantos, lagos e cascatas, grutas e ruínas, que procuram fazer sentir a nostalgia do tempo. Para acentuar esta faceta, por exemplo, num ermitério mandado edificar por De Visme, em estilo neo-gótico, Francis Cook destrói a cobertura propositadamente e abre uma gruta na abside onde até determinada altura esteve colocado um túmulo etrusco trazido por ele de Itália, ou, noutro exemplo, onde coloca no jardim um arco, também por ele adquirido, proveniente da Birmânia, e que cobre de plantas trepadeiras que reforçam a intrusão da vegetação.

Outro dos lugares onde se encontra espelhada a conceção romântica da paisagem é a Quinta do Relógio. Mas aqui, o pavilhão da autoria de um arquiteto português, seguiu uma única linguagem estilística, ao gosto do revivalismo neo-mourisco, ao contrário dos anteriores que adotaram diversas linguagens.

A procura de soluções estilísticas revivalistas, nomeadamente o manuelino, por excelência um estilo português que acompanhou uma das épocas mais gloriosas do país – a das Descobertas -, é também adotada pela corrente romântica e nacionalista. Na Quinta do Saldanha, foram efetuadas diversas obras pelo seu proprietário, em 1834 e 1835, tendo sido colocado nessa altura, um genuíno portal manuelino oriundo do Convento da Penha Longa, na capela desta quinta. Esta prática já tinha sido utilizada pelo rei mecenas D. Fernando II, que trouxera também deste cenóbio, inscrições manuelinas para o seu Palácio na Pena. Mas, é principalmente no Palácio da Quinta da Regaleira e na nova Câmara Municipal que se observa a exuberância de um romantismo excessivo. O Palácio da Regaleira e os seus jardins labirínticos, já não são totalmente um esquema, onde a desordem aparente da Natureza prevalece, procura colocar um plano que intervém na paisagem. Por outro lado, representa um redescobrimento da alma portuguesa, por oposição a uma Sintra que apresentava uma especificidade estrangeira, principalmente anglófona. Não esqueçamos que nas últimas décadas do século XIX, se deu o Ultimatum inglês (1891), e se comemoraram diversos eventos que se filiam no sentimento generalizado da Nação portuguesa: o 3º Centenário de Camões em 1880 e o 4º Centenário da chegada de Vasco da Gama à Índia em 1898. A construção do Palácio da Regaleira reflecte este tempo e por isso buscou no neomanuelino a sua expressão.
Palácio da Quinta da Regaleira

Os valores do património natural e construído, que fizeram de Sintra um lugar de eleição, foram também causa de um valioso património ligado às artes e letras, nomeadamente através da pintura, da música e, particularmente, da literatura. Grandes poetas ou escritores portugueses, como Gil Vicente, Camões, Almeida Garrett, exaltaram a beleza desta vila. De destacar também os estrangeiros, Lord Byron, na literatura, e Richard Strauss, na música, entre outros. Desde meados do século XIX até ao primeiro quartel do século XX, Sintra foi o local escolhido por excelência, para residência e atelier de trabalho de diversos artistas e escritores: Cristino da Silva (pintor), Alfredo Keil (músico e pintor), Viana da Mota (músico), Eça de Queirós e Ramalho Ortigão (escritores).” In e-Cultura

 

Em: “Livres Pensantes: Sintra, Património Mundial”