Vamos agora “sentir” o que metafisicamente representam, a Bússola, o Quadrante (Sextante) e a Esfera Armilar.

 

A Bússola

Rosa dos VentosAs “agulhas magnéticas”, a “agulha de marear”, que nos indica o NORTE, provocou no “sentir”, no “viver” e na “Língua Lusa” todo um vocábulo próprio e exclusivo, que não é traduzível em mais nenhuma língua, quer germânica, nórdica, anglo-saxónica, eslava, maumetana, chinesa, nipónica ou hindu.

Assim, desde o séc. XIV-XV-XVI, o léxico da língua portuguesa foi enriquecido com os vocábulos tais como:

- “Nortear”

- “Desnorteado”

- “Perder o Norte”

- “Não encontrar o Norte”

- “Fugir do Norte”.

Na verdade, “Perder o Norte”, “estar Desnorteado”, “não encontrar o Norte”, “fugir do Norte” e tantas outras expressões similares, indicam e querem significar, que uma pessoa, um ser humano, quer luso, quer “mouro” está no “mau caminho” quer geograficamente falando, quer mental ou espiritualmente falando.

Desde o jovem ou adulto, que está a ter um comportamento humano anti-natural, ou fora do BEM, se está a seguir ou a querer seguir um “caminho errado”, um “caminho não correcto”, um “caminho socialmente reprovável”, ou “politicamente correcto”, “economicamente errado ou falhado”, então, chama-se à atenção de tal pessoa para que “está desnorteada”, “perdeu o norte”, está a fugir do norte”, etc, etc.

E qual a razão de tal significado?

Porque, face à situação geográfica de Portugal (no Paralelo 37 a 42 N e longitudinalmente 6 a 9,5/ 0 Gr.) todas as viagens (marítimas) para as Américas Centrais, para toda a África e para o Este: Índia, China, Japão, Austrália, eram pois “destinos a SUL”. Para se chegar a essas terras, tinha de se marear para Sul. Assim, depois de “muito viajar” de “muito marear” de sofrer perigos, danos, doenças, incertezas, trabalhos árduos, frustrações e desenganos grandes”, ou mesmo, se tenha tido enormes êxitos, alegrias, fortuna ardente, e outras glórias alcançadas, após isso, se se quer “retornar à gloriosa Terra que o viu partir”, ao seio da família que deixou (Mãe, Pai, Irmãos, mulheres, filhos, amigos), ou mesmo se no mundo esteja plenamente só, e se está pois desejoso de tornar a “ver” e a “sentir” a terra onde nasceu, as montanhas, vales, rios, arvoredos, matas e planícies onde deu os primeiros passos, e viveu sua meninice, então, terá FORÇOSAMENTE de RUMAR para o Norte.

Se como Camões disse: “À Pátria amada quisesse voltar” tinha de o mais depressa possível “encontrar o Norte”, e “vir para o Norte”.

Não se podia “desnortear”, nem “perder o norte”, pois caso contrário jamais aportaria de novo na Mátria querida, jamais encontraria o caminho do seu BEM-ESTAR.

Assim, e metafisicamente, a Bússola indica ao Homem, o que ele realmente É. É um Ser pensante, que existe, que vive e que cosmicamente vê e é observado pelos outros Homens, e pelos Mundos Celestiais.

 

O Quadrante

Quadrante

Quadrante

O Quadrante, é pois como já se referiu um instrumento de orientação que através da “Declinação Solar” possibilita ao observador saber, onde “geograficamente” está. Onde é que ele se encontra tendo em atenção o hemisfério terrestre. Utilizando o “Quadrante” o observador sabe se está no hemisfério Norte ou Sul, no paralelo A ou B, e no meridiano X ou Z.

Metafisicamente, o Quadrante proporcionou ao Ser Humano, não só dar-lhe consciência do que ele – É, como sobretudo dar-lhe conhecimento sobre – onde é que ele ESTÁ.

O Quadrante, proporcionou pois ao Ser Humano dar-lhe o conhecimento de que

Ele É no Estar.

 

Quanto à Esfera Armilar

Esfera Armilar

Esfera Armilar

Aquele instrumento que como atras se referiu, dá a possibilidade de o seu observador e utilizador saber, não só onde é que ele (geograficamente) Está, como ainda lhe proporciona o saber, sobre “qual o caminho que percorreu desde a origem donde saiu, até lhe indicar, quantas milhas ou quilómetros tem ainda que percorrer, para chegar ao seu destino”.

A Esfera Armilar, metafisicamente falando, dá a conhecer ao Homem, de que origem ele partiu, e qual o caminho que deve percorrer para atingir o seu ponto de destino. Possibilita pois ao Homem, saber

- Quem é que ele É.

- Onde é que ele Esta.

- Que caminho terá de percorrer para não ficar onde Está e assim cumprir sua missão atingido o destino final da sua navegação.

- Atingir o porto final a que sempre ele quis chegar.

 

Em conclusão:

Se a Bússola diz ao Homem que ele É. O Quadrante (Sextante) diz ao Homem onde ele ESTÁ. E a Esfera Armilar diz ao Homem que

Ele É no ESTAR

Mas no ESTAR não deve FICAR.

 A Esfera Armilar, recorda ao Homem o conhecimento cósmico, de que ele Homem É um ser transeunte na Terra, um Peregrino, um viajante que embora sabendo que Existe, donde veio, e onde Está, mais o ensina e pré-ordena, a não ficar no ESTAR, e que deve cumprir sua missão rumando ao ponto de destino, a que previamente se programou a chegar.

Todo o Homem, deve cumprir (pessoal e socialmente) uma missão terrestre, na busca do rumo certo para chegar ao seu porto final ou de destino. Todas as épocas históricas têm os historiadores e intelectuais político-correctos que merecem.

A Revolução Portuguesa de Abril 74 até hoje – e já são decorridos 40 anos – não fugiu a essa regra, e verifica-se que os actuais historiadores e intelectuais politicamente-correctos que Portugal tem tido, face à temática da Portugalidade, a têm considerado conectada exclusivamente com o regime político anterior, e por isso têm afirmado que a Portugalidade (seu termo e conceito) foi criado e usado pelo sistema salazarista, e que é próprio do “Estado Novo” (1928-1974).

1/2 Manuel

1/2 Manuel

Face ao acima exposto sobre o que é a Portugalidade, e o que representa a Esfera Armilar inserta no estandarte nacional, na pedra (arquitectura manuelina) na moeda desde 1509, se vê e constata que os olhos dos Lusos todos os dias vêem as Armas do seu País, as pedras dos seus monumentos, a moeda que q-u-o-t-i-d-i-a-n-a-m-e-n-t-e usam, – e desde há séculos – serem o Símbolo VIVO dessa Portugalidade inclusive “estampado” e – “relembrado” na Esfera Armilar que a bandeira, a pedra trabalhada e a moeda oficial sempre vive e recorda.

E atente-se que o País, teve uma mudança política de 180º (cento e oitenta graus) quando em 1910 deixou o regime monárquico para encetar a vivência de um regime republicano (que já leva mais de UMA CENTENA de anos de vida) e JAMAIS os Símbolos da Portugalidade foram MUDADOS até hoje.

Por isso, o MÍNIMO que se pode pensar desses historiadores e intelectuais politicamente-correctos, é que empiricamente – não querem “ver” o que os analfabetos sabem de cor; Cientificamente são de uma ingenuidade e nescitude que atinge o sacrilégio; Politicamente são de uma infantilidade que raia o fanatismo de um ódio luciferino; Filosoficamente são a mera expressão de uma enorme desonestidade intelectual.

Não há dúvida que “a ignorância, mais que o saber, produz a convicção” (assim o disse Darwin). Mas como sempre, o período histórico que se seguirá os irá esquecer ingloriamente.

Mas mesmo assim, esses historiadores e intelectuais politicamente correctos não deixam de ser lusos nem deixam de pertencer e fazer parte da Portugalidade. Pois esta, não só engloba os “castelos” temporais, como “As Chagas de Cristo” espirituais, como também, engloba no seu lado menos positivo, “castelos em ruína”, “chagas putrefactas”, e até infelizmente aqueles traidores do Povo Luso, que se vendem por míseros “trinta dinheiros”, como foi o caso de Miguel de Vasconcelos e muitos outros até à nossa época actual.

Mas o luso que pensa, e que fala, escreve, e comunica em português, tem orgulho em pertencer à Portugalidade. Vem comunicar-nos como “estás” e te “sentes” dentro da portugalidade que praticas.

Diz-nos onde estás, se estás em Ancora no Alasca, ou na Nova Zelândia, se estás em Macau, Malaca, na Indonésia, em Tóquio ou Nagasáqui, na Finlândia ou no Canadá, no Brasil ou em S. Tomé e Príncipe, no México ou em Angola, em Caracas ou em Maputo.

Diz-nos o que fazes, como te sentes, o que de melhor desejarias e que profissão gostarias de exercer e aonde.

Se és estudante, onde é que gostarias de exercer futuramente a profissão.

Adere a este teu “sítio da Portugalidade”

Diz-nos o que mais te interessaria poderes encontrar neste “teu sítio” e que informação mais desejarias. Se sabes “coisas” da história, e da cultura, da vivência da Portugalidade na tua terra, ou da sua culinária, dos seus monumentos, da vida e obra de escritores lusos, ou da vida e obra de pintores, artistas e desportistas lusos pelo mundo espalhados, conta-nos.

Luso, que vives em Portugal ou em qualquer outro País de Língua Portuguesa diz-nos qual o monumento, castelo, igreja, pelourinho, ermida ou museu ligado à portugalidade que existe mais próximo de onde vives. Fotografa esse “marco de Portugalidade” e envia-nos a foto desse “marco”

Conta-nos “algo” dos teus ascendentes (pais, avós, tios) relativos à nossa “Portugalidade”. À nossa maneira de Ser e de Estar no Mundo.

Como sabes, é próprio de todo o Luso possuir um forte e alto sentimento de “liberdade” e de “criatividade”.

A razão desse “sentido e prática da liberdade” advém dos cromossomas Celto-Atlante-Lusitano, que existem no Luso.

Repara que o “ser-se livre” tem na outra face dessa mesma moeda, o “ser-se responsável”.

Se acaso há “alguém” que queira “restringir”, “diminuir”, ou mesmo “extinguir” ou “neutralizar” a liberdade de ser-luso, conta-nos esse facto ou história, pois é também apanágio do Luso, a solidariedade e comunhão no sofrimento e na iniquidade, e na defesa intransigente dos seus direitos.

Quem sabe, se o possível “opressor” ou “diminuidor” dessa liberdade, ao ter conhecimento que o acto dele está a ser conhecido no nosso “sítio da portugalidade”, se arrependa do gesto ou determinação dele, e deixe de o praticar.

Mas sobretudo, sê Luso todos os dias. Pratica quotidianamente a Portugalidade e assim espalha a Paz, a Cortesia e a Solidariedade humana à volta e ao redor de com quem convives.

Adere ao sítio da “portugalidade.pt”

Sentir-te-ás mais irmanado dentro de uma alegria de viver nova e perene, e que alimenta e vivifica a Alma de todo o Luso.

Sente a Portugalidade e demonstra-a no viver quotidiano.

Esperamos dentro em breve poder-se ter armazenado no nosso “sítio da Portugalidade” informações sobre:

- Literatura: indicação e listagem de autores lusos da actualidade e suas obras.

- Indicação de revistas culturais existentes ou extintas desde o século passado.

- Galeria de arte – obras artísticas dos Lusos que desejarem publicitar suas obras no sítio da portugalidade.

- Roteiros histórico-geográficos.

- Uma atenção especial será dada à culinária Lusa existente e praticada por esse mundo fora.

- Listagem de profissões exercidas por Lusos ao redor do Globo. Inscreve-te e anuncia-nos onde os lusos  te poderão contactar.

- Recolha de Cancioneiros e folclore luso existente nos cinco continentes, e música popular lusa, desde o fado, à morna, ao samba e outras muito mais.

- Reprodução de “historietas de escárnio e mal-dizer” que circulam pela nossa portugalidade.

- Listagem de Lusos que se destacaram e são galardoados por todo o mundo, quanto aos seus êxitos, quer científicos, desportistas, culturais ou profissionais.

 

Ajuda-nos a promover, o nosso “Sítio Social da Portugalidade”

E tem honra em aderir a ele, e nele participares.

 

Está Feito.

 

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