A Portugalidade “nasceu”, teve a sua “fonte” num trabalho “alquímico”.

 

Ela (Portugalidade) surge, quando certos homens, capitaneados por um A. (talvez A de Afonso) utilizou – para fazer a coesão de um Povo Diferente dos Outros – um caldeirão de origem Lusitano-Atlântico, para lá introduzir três fortes ingredientes culturais (o Judeu – o Cristão – o Islâmico).

Dessa mistura simbólica – qual Sal + Enxofre + Mercúrio – e aquecida em lume brando de Paz e Harmonia, surgiu todo um povo “granítico” no seu orgulho, com ingrediente de “quartzo” próprio para aguentar um trabalho quotidiano com esforço e espírito de sacrifício constante, e iluminado por uma “mica” de transcendental espírito, próprio para em mundo terrestre opaco e baço e de constante incerteza e imprevisibilidade, poder brilhar pelo improviso sempre alimentado pela sua cromossomática Saudade Atlante.

Nota Nº 1 – daí resultou por exemplo na culinária, um Novo Prato culinário, o desde então chamado “Cozido à Portuguesa” que se espalhou por todo o mundo, dando azo até que em terras Nipónicas, o usem e comam como “tempura”. E como o povo nipónico é dos mais bem-educados do mundo, eles ao agradecerem tal manjar, sempre dizem “OBLIGATTO” – (versão do nosso OBRIGADO).

Mas em contra partida culinária, a “Portugalidade” logo tomou seu hábito de beber

pelas 17 horas, uma “infusão” usada pelos orientais denominada “CHÁ”. Não teve pois a língua nipónica nenhuma “relutância” em absorver o vocábulo português de “obrigado”, como o português não teve nenhuma relutância em fazer seu a palavra chinesa: Chá.

É por isso, que a Língua Lusa, não é melhor nem pior que qualquer outra, ela é porém: simplesmente DIFERENTE.

Na verdade, Afonso Henriques e seus Pares, “cozinharam um Povo Novo”, e seus descendentes D. Dinis, sua Santa Esposa e nossa Rainha Isabel, e seus pares, e depois a “Ínclita Geração” deram plena, grande e contínua Força anímica ao novo povo, transmitiram-lhe o alento cultural e linguístico, que de um punhado de gente na altura, de pouco mais de algumas centenas de milhares de seres lusos, iriam fazer descender na actualidade mais de Duzentos Milhões de falantes da língua Lusa espalhada por todo o globo terrestre e … pensando em português.

E que todos muita honra nisso temos

Mais uma vez, a Portugalidade se manifestou. Uma “língua nova” não ficou por ser Só no existir. Essa “Língua Nova” existe, e Está bem firme, nos próprios Países que a adoptaram como Língua Oficial de seus Povos.

Assim, a Língua Lusa também

Não é só no Estar.

Ela é no Estar

Sem no estar FICAR.

Ela evoluiu e enriqueceu-se através dos séculos, e da Grei variada, de variada gente que a usa e pratica. A Língua Lusa, não é só hoje falada e muito, nos oito países de expressão linguístico-portuguesa.

Ela, em pleno século XV, XVI, XVII e XVIII era a Língua global em que mercandavam e se exprimiam povos desde a China e Japão até às Índias, Áfricas e Américas.

E hoje, em pleno século XXI, – no 3º Milénio, ela torna a ser, e espalha-se desde o Canadá ao México, à Argentina, até todos os países Africanos e Asiáticos mesmo os que não são de expressão oficial de língua Portuguesa.

Não há mesmo hoje político, economista, filósofo, professor, estadista ou artesão, artista, escritor, poeta, mestre ou discípulo que consiga fazer “parar” a expansão da prática e do pensar em língua portuguesa por todo o mundo.

Até a cultura Anglo-Saxónica está preocupada com o assunto.

E porque é que isto sucede?

 Por que a Língua Lusa, é a verdadeira portadora, incubadora da Paz, e da Fraternidade social mundial

Como o chegou já a afirmar, um grande Presidente da República de um País Lusófono, em pleno areópago de várias Nações reunidas em DAVOS, quando há anos lhe perguntaram porque é que ele sempre, e só falava em português, ele teve a coragem e a vidência de dizer:

Porque ela é a língua da Paz e do Amor.

Para a inteligente jornalista americana que pretendia “vexar” e “diminuir” um luso-falante, apanhou como resposta, com uma enciclopédia completa. E porquê isto?

Porque tal jornalista “quis” vexar um Ser, no seu Estar, desconhecendo por completo, que a Língua Portuguesa

Não existe só no ESTAR.

Pois nem só no estar, ela Fica.

É claro que para uma falante de língua inglesa, que só conhece uma forma verbal -  TO BE, para querer “concorrer” e “entender” TRÊS formas verbais diferentes – Ser Estar – e Ficar – é verdadeiramente impossível de tal compreender

o Ser-se no Estar

sem no Estar – Ficar

É “por cousas destas”, que há muito desentendimento entre os Povos. Sobretudo os de língua inglesa que até chegaram a praticar e a vivenciarem o Apartheid, e oficialmente.

E o entendimento diferenciado em línguas diversas, ainda é a causa de muita guerra, incompreensão e exploração de povos pelo Mundo fora, e da exploração do homem pelo homem.

Mas a Portugalidade conforme já se referiu não é só a prática de “uma língua”, nem nela se esgota.

Portugalidade é o “Modo de se Ser”; é a “maneira de se Estar na vida”; e sobretudo é a “esperança de se ultrapassar esse Estar, tendo fé de conseguirmos libertar-nos da morte”.

A Portugalidade não é pois a descrição cultural do que foi um Povo, ou do que ele hoje É. A Portugalidade é quotidianamente construída e vivida por todo UM POVO, UMA LÍNGUA e UMA CULTURA que está em perpétuo movimento.

A Portugalidade é pois mais uma vivência actual, com projecção futura, do que a descrição de uma vivência passada. Por isso é que a Portugalidade, além de Ser no Estar, ela no Estar não ficará.

Vamos dar um exemplo científico descrevendo três instrumentos de orientação, ou de marear, três instrumentos utilizados pelos navegadores portugueses quinhentistas nas suas viagens marítimas, e que servirão para na “prática” se observar também, o que é a Portugalidade, e como ela iniciou a globalização do mundo.

Depois iremos filosoficamente “enquadrar” esses três instrumentos relativos à orientação geográfica, no que é a “Orientação Psíquica e Humanista. Vejamos então o que eles são:

 

BÚSSOLA

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Bússola – é um aparelho que tem por peça fundamental uma agulha magnetizada, móvel, em torno de um eixo vertical. Existem duas espécies de bússolas principais:

 a) Bússola de Declinação - A bússola serve para orientação, para se determinar a direcção magnética da linha Norte-Sul e consequentemente da linha Este-Oeste.

 b) A bússola marítima também designada AGULHA de MAREAR – nela, o quadrante(dos pontos cardeais) está fixo à agulha e roda com ela, em frente de referências fixas do barco ou do navio.

 

História

Atribui-se a sua descoberta aos Chineses numa época longínqua (2.000 anos a C.). No século XI o conhecimento da bússola terá sido transmitido às principais cidades comerciais italianas e maiorquinas pelos Árabes. Em 1302 o italiano Glávio Giola completa as bússolas com uma rosa-dos-ventos. Os navegadores portugueses cedo a utilizaram com o nome de “agulhas de marear”.

A Bússola, é pois instrumento de orientação físico-magnética, dá-nos a indicação do “Norte-magnético”. Serviu – e serve – para que o utilizador tenha conhecimento de – qual a direcção geográfica a seguir – para ir para o lado Norte, ou lado Sul, ou lado Este ou lado Oeste do ponto em que ele É. Em referência pois ao ponto Geográfico onde a observação é feita.

A Bússola magnética, indica pois – Qual É – em relação a um ponto concreto e fixo na superfície terrestre – a direcção aonde se encontra o N, ou S, o E, ou o W.

 

QUADRANTE

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Quadrante náutico – instrumento usado para medir a altura dos astros sobre o horizonte.

Foram os portugueses que no início das viagens de descobrimento ao longo da costa de África adoptaram para uso no mar o “quadrante novus” descrito já no “Libros del Saber de Astronomía” de Afonso X – o sábio (séc. XII). O nosso navegador Diogo Gomes (1462) a ele se refere quando afirma no seu livro sobre a descoberta da Guine “…tinha um quadrante quando fui a estes países…”

Tal instrumento náutico era pois usado para resolver geograficamente os problemas sobre “o ponto do navio”. Permitia pois detectar em que “ponto geográfico” a Caravela ou a Nau estava.

O Quadrante Náutico, teve como seus sucessores respectivamente o Astrolábio e o Sextante – este, é que possibilitou ao Almirante Gago Coutinho – aquando da travessia aérea do Atlântico-sul – informar ao piloto Sacadura Cabral: “Desce, amara, pois estamos em cima dos penedos S. Pedro e S. Paulo”.

Tal instrumento – o quadrante – indicava pois ao Homem – o sítio geográfico onde ele ESTÁ.

 

ESFERA ARMILAR

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A Esfera Armilar, é uma – máquina redonda e móvel, em cuja superfície está traçado o globo terráqueo e os signos e constelações celestes e a que estão adoptados círculos astronómicos que representam o curso do Sol na eclíptica (a primeira chama-se terrestre e a segunda chama-se celeste). (Pag. 465 – Dicionário de Língua Portuguesa de José Correia de Lacerda).

Este Instrumento astronómico antigo, foi imaginado e construído por ERATÓSTENES (200 a.C.) e usado por ele na observação dos Astros na Escola de Alexandria, e mais tarde na Ilha de Rhodes.

Era constituído por dois círculos metálicos um de madeira graduado e de planos perpendiculares. Um deles era fixo e dirigido paralelamente ao equador, o outro girava em torno do diâmetro perpendicular daquele, que consequentemente, era orientado segundo o eixo do mundo.

Este círculo possuía uma “alidade de pénulas” que girando em torno do centro, permitia fazer pontaria aos Astros. Nesta orientação, as coordenadas determinadas são o “angulo horário” e a “declinação”.

 

Aula da Esfera

Com este nome se designava a cadeira de Ciências matemáticas que houve no Colégio das Portas de Santo Antão em Lisboa desde 1590 até 1759, e incluía os estudos e tratados sobre:

Astronomia – Arte de Navegar – Geografia Mecânica

                  – Aritmética – Geografia e Trigonometria.

                  – Óptica Dióptrica – Clotóptrica.

                  – Arquitectura Militar e Pirotecnia.

Antes de se pretender saber o que é a “Esfera armilar” é necessário conhecer-se bem o que é a esfera. Isto é: antes do conhecimento e da vivência ou prática, é necessário “estudar” e “instruir”. Urge saber o que a “esfera” é, antes de a usarmos.

A Esfera tem de ser conhecida primeiramente sobre a vertente Aritmética e Geométrica, e só depois é que pode ser observada quanto ao seu uso, e manobra.

Em Geometria ela é um “sólido redondo limitado por uma superfície em que todos os pontos são equidistantes do seu ponto interior – denominado como CENTRO (da esfera).

- A superfície que o delimita é a superfície esférica.

- Nela é dimensionada:

           – O Raio

            – A Corda

            – O Diâmetro

            – Os opostos ou antípodas – “Zénite” e o “Nadir”

            – O plano diametral

            – Os Círculos Máximos e os Círculos Menores

            – O Arco Principal

            – A distância esférica (distância angular de dois pontos)

            -  O Eixo

            – Os Polos

            – A Distância Polar.

Após estes conhecimentos elementares, é mais evidente começar-se a compreender que afinal a “esfera – é o sólido de revolução gerado por um semicírculo em torno do seu diâmetro”.

Assim, além do Eixo de Revolução, temos na “esfera”:

- Os Meridianos

- O Equador

- Os Paralelos

- Os 2 Hemisférios

- A Calote esférica

- O Tronco esférico

- A Camada esférica

- A Zona (ou coroa) esférica

- A Cunha esférica, a que corresponde a “lúnula”, “fuso” ou “unha” ou “ângulo” esférico.

- O Sector esférico

- O Anel esférico.

Por fim, o sólido limitado por DUAS superfícies esféricas concêntricas, chama-se “Esfera OCA”, “concha esférica” e também “camada esférica”. E à porção da superfície esférica limitada por três arcos de círculos máximos tem o nome de “Triângulo esférico”. Estes “triângulos esféricos” têm muita e grande importância em ASTRONOMIA.

Ainda geometricamente falando, devemos ter em consideração que a esfera, tem a propriedade de ser

“O sólido de maior volume para uma dada superfície”

A superfície esférica é considerada a mais simples e a mais importante das superfícies limitadas

 

Por curiosidade:

Os mais antigos tratados sobre a ESFERA que se possuem dos Gregos são:

  “Da E. em Movimento” de ANTOLYCUS de PITANA (séc. IV a C.).

  “Da E. e do Cilindro” de ARQUIMEDES (séc. III a. C.).

  “As Esféricas” de TEODÓSIO de TRIPOLI (séc. I a. C.).

  “As Esféricas” de MENELAUS de ALEXANDRIA (séc. I d. C.).

Em Portugal designava-se normalmente por “Tratados de Esfera” (desde os séc. XIII a XVII) qualquer texto que apresentasse, com maior ou menor desenvolvimento, as noções fundamentais da Cosmografia e da “Astronomia de Posição”.

Às vezes essa designação de “Tratados de Esfera” era nomeada por “Da Esfera Mundi”.

O compêndio dessas matérias que mais foi lido e usado na Idade Média em Portugal terá sido o que foi redigido na segunda metade do séc. XIII escrito por João de Sacrobosco (ou John Hollywood – autor inglês).

A primeira obra que o cita é o “Livro de Montaria” de D. João I onde lhe chama “o autor da esfera”.

"Esmeraldo de Situ Orbis"

“Esmeraldo de Situ Orbis”

Mais tarde é citado também por Duarte Pacheco Pereira no “Esmeraldo de Situ Orbis”.

O primeiro guia náutico português que se conhece é datado de 1509 (regimento de Munique) contém na 2ª parte dele, a versão de Sacrobosco na nossa língua.

Seguiu-se a “Arte de Marear” de Francisco Faleiro (1535). “Tratado da Esfera” de Pedro Nunes – 1537 (Cosmógrafo-Mor do Reino) a “Astronomia Introductiori” (sem data determinada) do mesmo autor e o “Tratado da Sphaera por perguntas e respostas a modo de diálogo” de D. João de Castro, e ainda o “Tratado do Uso da Esfera” (manuscrito do final do séc. XVI, texto de André de Avelar, “Sphaerae utriusque tabella ad sphaere huius mundi faciliorem enuncleationem” (Coimbra 1593).

André de Avelar foi discípulo de Pedro Nunes e foi professor na Universidade de Coimbra como Mestre de Filosofia. Ele sucedeu a Pedro Nunes como Cosmógrafo-Mor do Reino.

A Esfera Armilar, contendo em si a representação das Esferas Terrestres e da Esfera Celeste (aquela esfera aparente cujo centro a Terra ocupa, e contra cuja superfície interna, se vêem todos os astros projectados) vem com as suas “Armilas” “declinadas” e “a representação zodiacal inserta” entre os seus círculos tropicais de Câncer e de Capricórnio, possibilitar ao utente dela, e em qualquer lugar da superfície terrestre em que momentaneamente esteja,

- não só confirmar-lhe o  lugar onde ESTÁ,

- mas sim, e sobretudo dar-lhe conhecimento – de onde veio (e quantas milhas náuticas já percorreu) desde o lugar da partida,

- como proporcionar-lhe também o conhecimento de

- Quantas milhas náuticas terá ainda de fazer, em que direcção, para ir até ao destino que escolheu, para ir ter ao porto marítimo do local que ele escolheu como termo da sua viagem.

 A “esfera armilar” neste sentido, é um instrumento técnico-científico verdadeiramente percussor do actual G.P.S. Só que inclusivamente mais sofisticado, pois não se guia por Satélite isolado, mas sim por TODA a Esfera CELESTE pois não lhe dá só a orientação geográfica-terrestre do caminho que tem a percorrer para atingir o fim da viagem programada, como inclusive lhe dá o conhecimento da situação do mapa celeste, indicando a posição das estrelas e dos astros, aquando da observação concreta e do local da sua observação.

Quem tivesse sido um bom e atento aluno da “Escola Náutica” em Sagres, ou da “Aula da Esfera” na Escola de “Ciências Matemáticas” (a que já nos referimos e que funcionou no Colégio das Portas de Santo Antão em Lisboa de 1590 a 1759) terá sido de certeza um ÓPTIMO Navegador e Capitão dos Mares, mesmo que não soubesse nadar, ou tivesse nascido nas montanhas altas de Trás-os-Montes e Beiras como foi o caso de Diogo Cão, Fernão de Magalhães e de Pedro Álvares Cabral, ou nas planuras interiores do Alentejo como foi o caso de Vasco da Gama.

Na verdade, atente-se só na Estátua do grande navegador Diogo Gomes, que se encontra no Museu da Marinha em Lisboa, e que na sua mão esquerda segura “com preciosidade de gesto” uma “esfera armilar”. Diogo Gomes – Moço de Câmara do Infante D. Henrique, e Escudeiro do Rei D. Afonso V e mais tarde almoxarife de Sintra e Juiz de Sisas de Colares (1482), participou como navegador na expedição à Ilha de Arguim (1443) e com Gil Eanes às Ilhas de Naar e Tider (1444) e capitaneou três Caravelas a descobrir e explorar a Costa Africana em continuação das viagens de Nuno Tristão até às Costas da Gâmbia.

Foi ele, que obteve do Infante D. Henrique, o envio em 1435 de um Missionário aos Reinos Africanos facto que determina o início da cristianização de África e da sua missionação pelo mundo fora.

É que na verdade, as “Alunos” da Escola Náutica de Sagres e mais tarde da “Aula de Esfera” em Lisboa, não só recebiam de graça (sem pagarem nada) uma “instrução” e “formação científica”, como eram “Investidos como Cavaleiros da Ordem de Cristo”, obtendo a graça espiritual.

Se a Escola, lhes abria os olhos para o conhecimento do céu, das estrelas, dos planetas e da arte de marear, a outra Escola, abria-lhe os “olhos da alma” para melhor entenderem o que “era ser Português”, como é que os “Portugueses entendiam a vida, e na vida deveriam agir”, e sobretudo entendiam, “para onde é que os Portugueses DEVIAM IR. Isto é: quais os objectivos do Povo e do Rei e o que era necessário fazer para obter e concretizar esses objectivos”.

Enfim, “eles” nesses séculos passados, sabiam que o Português

É no ESTAR

Sem nele Ficar

Estátua de Diogo Gomes, Praia, Cabo Verde

Estátua de Diogo Gomes, Praia, Cabo Verde

Diogo Gomes deixou-nos o seu testemunho – inclusive escrito na Obra: De prima inventione Guineae” onde afirma que nas suas navegações utilizava “cartas náuticas” com os rumos marcados e um instrumento para medir a altura das estrelas (o quadrante) e outro para “indicar caminho” (a esfera armilar), facto este de maior importância histórica para “situar o início” de uma das maiores Revoluções científicas do séc. XV:

A Navegação astronómica, inventada pelos Portugueses. (Vide foto Nº…)

E assim melhor se compreende, a homenagem que o Povo Português prestou a Pedro Nunes e ao Infante D. Henrique, que lhes erigiu estátuas que se encontram na Sala do Algarve na Sociedade de Geografia de Lisboa, nas quais lá estão esculpidas e com eles a Esfera Armilar.

Não é de estranhar pois, que se em1485 – D. João II – O Príncipe Perfeito, manda retirar das armas nacionais a Cruz de Avis e manda nelas “pôr a direito” “os dois escudetes laterais do escudo das quinas” e fixando em sete o número de castelos na bordadura do escudo (que ainda lá se mantém até hoje – 2013).

E que, por sua vez, D. Manuel I – O Venturoso, tenha nas suas armas pessoais adoptado a Cruz de Cristo, e nas armas nacionais mandado estar representada a esfera armilar que lá se mantém também até hoje, e é essa a razão porque no “cunho da moeda” aparece pela primeira vez nas moedas nacionais a esfera armilar bem cunhada (vide moeda de ouro de ½ Manuel; a de prata, o soldo (Malaca) o dinheiro (Malacu). (Vide foto Nº ..).

Por lei de 13-05-1808 D. João VI determina que as armas nacionais, comecem a ter assente o escudo, sobre a esfera armilar.

 

continua em: Portugalidade: parte 3