Ordem de Ourique

A Ordem de Ourique, tal como se infere do título descrito (Associação Promotora de Portugalidade) tem por próprio objectivo a salvaguarda, a promoção e a difusão dos valores lusíadas, com realce para a História de Portugal e para os valores da Portugalidade e da Cristandade, bem como defender e divulgar as obras culturais, literárias e artísticas, produzidas pelos seus associados, que defendam e divulguem valores intrínsecos à Portugalidade e à Paideia Lusa.

A Ordem nasceu da vontade de portugueses que têm consciência da realidade de uma axiologia lusíada. Esta exprime-se, quer no pensamento, quer na história, mediante uma língua e uma cultura específicas, singulares, sem prejuízo de uma dialogante existência, com vista ao estabelecimento de uma sociedade JUSTA, SOLIDÁRIA e cultuante da PAZ.

Portugalidade é um bem comum, inerente em primeiro lugar, a todos os povos que herdaram esse bem e, em segundo lugar, a todos os que, fora da linha hereditária, na Portugalidade achem motivações e respostas adequadas ao seu destino, à maior glória de Deus e da Pátria.

-A Ordem de Ourique é pois uma Associação cívica, sem fins lucrativos.

Ao pretender defender e promover a portugalidade não só na Europa, como em todos os continentes, onde hajam comunidades lusíadas – quer elas sejam de raiz europeia, africana, asiática ou sul-americana, ela em síntese pretende:

“Defender a Cristandade e os valores cristãos e difundi-los de novo, pelas cinco partidas do mundo”.

E isto, porque o genoma da cultura, vivência e Padeia Lusa, se confunde e comunga com a mensagem cristã, e desde os primórdios da fundação do Reino Cristão português. Pode-se mesmo dizer, que o genoma português e luso, ele tem “seiva” cristã.

Na célebre Batalha que se deu em 1140 nos campos de Ourique, nas terras de além-do-Tejo, ela personifica e é símbolo total, de demarcação territorial de um Reino Cristão, nascido para defender “o corpo e a alma” da “eclesia terrestre” e fazê-la espalhar pelo mundo, até que chegue a

“eclesia celestial”, a “Nova Jerusalém”

Por isso, os símbolos pátrios de tal Reino e de tais terras, terão no âmago, na sua essência e “centro”, a “Cruz de Cristo, e as Suas Cinco Chagas” e recordarão perenemente aos povos, que não se deve trair a Deus, e nem sequer aos Homens, e por isso, essas cinco chagas de Cristo, trazem nelas bem insertas, os trinta siclos de prata, preço da traição de Judas.

Os Cavaleiros e Damas da Ordem de Ourique deverão quotidianamente ter a certeza, de que são verdadeiros “Cavaleiros de Cristo”, e a sua Alegria, Caridade e Paz, deverão hoje, como então, ser levados a toda a humanidade e a todos os continentes da Terra.