CL 36

LEONARDO COIMBRA

Atento ao grã-segredar divino,
À Cultura, às gentes e aos poetas,
Portugal traça no Céu outro destino
Alargando europas, curvando rectas…

E dum ponto do Infinito, ao Leme,
Com Nações e povos dentro do Abismo,
Nos braços do Império, além de Estreme,
Recorta as Naus do Criacionismo.

Por ordens do Alto e da Hora-minestra,
Navegador solitário da Firmeza,
Madrugante da Saudade da Orquestra,

Do Santo Graal e da Beleza,
Entrega o oiro à Europa-Mestra,
Reescreve as Terras-da-Infância Portuguesa!

AGOSTINHO DA SILVA

As mãos da primavera
Trouxeram um dedal,
Vivo como o ouro,
Vivo como o Sol,

As mãos da primavera
Trouxeram
Portugal.

IMPÉRIO

Sou um rei.
Um rei no alto dos nomes.
Um rei-Ouro.
Um rei-ourives.
Um rei-novo.
Sou um rei com mãos de fogo.

 

Mais informações em Fundação LusíadaO Último Rei de Portugal