Diziam os Magos da Pérsia que o fim do seu Ciclo Zodiacal (25920 anos), tinha regência para Ocidente, num povo de povos, de solo sagrado. A esta Terra de Luz, a Luxitânia, chegavam os povos da Terra dos Deuses Ases (Ásia), dos quais há registos dos Tirsenos (Ásia Menor), dos Elamitas (Pérsia) e dos Ilírios (Europa Oriental). O seu Rio do Ouro, hoje Douro, fez atrair também todos os povos odínico-celtas, prova da nossa filigrania nas Festas da Senhora da Lux, ou de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

Com as raízes de Lígures e Iberos, já éramos fusão de dolicocéfalos altos e louros, com baixos e morenos, naturo-endovélicos, adorando o Sol e a Lua, restando cruzar os povos da Antiguidade Clássica, cuja talassocracia não se ficava pelo comércio, antes se dirigia para a Serra do Conhecimento, ou de Hermes, os Montes Hermínios, hoje Estrela, havendo por limite o Cabo Sagrado, onde o Templo do Deus era gerido pelos Tartéssios, lugar (palavra do Deus Lug, como na Província de Lugo) hoje de Sagres.

Todo este Saber Mágico se concentrava de várias outras polaridades de lugares, como que um terminal de software, para além das Colunas de Hércules, fosse herdeiro da cultura das linhas lay do Eneolítico, em pontos de passagem megalíticos, como Stoneheng, Gotland, Carnac, Altamira e Évora. O Centro desta Força, o rio Mondego, então chamado rio do Mundo, ou Munda vel Menda (daí Mondego), em cujo curso se posicionou a Universidade de Coimbra, tendo por Foz a Figueira ( o Cabo de Zeus ou de Creus, em Espanha, tem também uma Figueira), criava um Centro Geodésico de Mil Raios (os Anjos têm 500 Pares de Asas, como o Lótus das Mil Pétalas), ou Milriça, cujo meridiano ou geratriz passa, no actual Portugal, pela Serra do Gerês-Santa Comba Dão-Melriça-Casa Branca-Ourique-Boliqueime.

Nesta breve introdução, criar um lugar no Mundo que é um dos que gere a Humanidade, só poderia ter assento numa numerologia sagrada, cujas Chaves de Comando estão vedadas à manipulação académica e científica, mas cujas Matrizes podem ser reveladas e até estudadas por todos. Podem tentar fazer de Portugal um «laboratório» experimental de todas as decisões humanas, a nível político, social e económico que jamais conseguirão. Certo é que sabendo os povos Antigos do septenário da Construção do Mundo, a Grande Ibéria ou a Nova Grande Iria, Cabeça da Europa, se transformou nas 7 Províncias Romanas do Ocidente (Bética, Luxitânia, Galécia, Tarraconense, Cartaginense, Tingitânia e Baleares), gerando depois 7 Reinos (Portugal, Algarves, Leão, Castela, Navarra, Aragão e Andaluzia). Assim nós também temos 7 orifícios na cabeça e 7 vórtices de energia, vulgarmente chamados chackras. Talvez seja tempo de mudança, pois já passámos 7 Tragédias: Viriato, Inês de Castro, Ceuta, Alcácer-Quibir, Távoras, D. Carlos I (igual ao Rei inglês Carlos I) e Timor.

Dizia Estrabão que haveriam 50 Tribos de Lusitanos, venerando sempre um Deus único (então Deus Endovélico). Continuamos a adorar um Deus único, ainda que os 2 Corvos de Odin sejam de São Vicente, que o Veado da Nossa Senhora da Nazaré seja a Corça Branca de Sertório ou o Veado de Bruxelas, que a Deusa Danna, do rio Guadiana (Ana flumen) seja Santa Ana, Mãe de Maria e esta Mãe de Jesus, a Senhora da Iria, venerada antes de Portugal ter as suas 4 independências: a 24 de Junho de 1128, Dia de São João Baptista; a 25 de Julho de 1139, Dia de São Tiago; a 5 de Outubro de 1143, Dia de São Plácido; a 23 de Maio de 1179, Dia/semana da Ascensão de Cristo.

Visualizemos, face a esta introdução, a diversidade numerológica na Construção Lusa, uma verdadeira teia de geometria sagrada, onde a análise terá dominante aritmética.

Tal como nós somos construídos, numa estrutura cromossomática de 22 Elementos, surgindo X ou Y nos seres humanos, Portugal rege-se no seu Trono de Estado, também, por 22 Arcanos Maiores, integrando outros subciclos solares, lunares e septenários:

 

Estrutura Arcanica Ciclo Primeiro Ciclo Segundo Ciclo Terceiro Mudanças e lunações / Anotações
1 D. Afonso I D. Pedro II António Spínola Inícios solares
2 D. Sancho II D. João V Costa Gomes Reformas
3 D. Afonso II D. José I Ramalho Eanes Poderes fortes
4 D. Sancho II D. Maria I Mário Soares Mudanças
5 D. Afonso III D. João VI Jorge Sampaio Oscilações
6 D. Dinis D. Pedro IV Cavaco Silva*** Luas activas-28º Rei
7×1 D. Afonso IV D. Miguel I Lutas internas
8 D. Pedro I D. Maria II Tragédias
9 D. Fernando I D. Pedro V Ameaças ao país
10 D. João I D. Luís I Energias fortes
11 D. Duarte D. Carlos I Energias opostas
12 D. Afonso V D. Manuel II Crises sociais
13 D. João II Manuel Arriaga Reformas
7×2 D. Manuel II Teófilo Braga Maior pobreza social
15 D. João III Bern. Machado* Energias + negativas
16 D. Sebastião Sidónio Pais Crises políticas e
17 D. Henrique Canto e Castro Crises Mundiais e
18 Filipe I Ant.º J. Almeida Crises sociais
19 Filipe II Manuel T. Gomes Regeneração
20 Filipe III António Carmona Declínios
7×3 D. João IV Craveiro Lopes Fenómenos Mundiais
22 D. Afonso VI Américo Tomás** Metamorfoses

* é o 37º e o 42º ocupante do Trono   ** é o 44º ocupante, embora haja dualidade de *

*** é o sequencial 17 Arcanico, após D. Henrique e D. Manuel II.

 

Apesar das ilações que tiramos deste quadro, no qual o «arcano» 22/44 sofreu a prisão, deixo ao estudo dos teólogos do Antigo Testamento o levantamento dos seus 22 Patriarcas, de Adão a Abraão somando 20, sendo a Casa 21 ocupada por Ismael e Isaac e a 22ª ocupada por Esaú e Jacob, depois dito Israel. Tal estudo de numerologia sagrada, associado aos Patriarcas da Bíblia, sendo Sétimo Hénoc, Catorze Héber e Vinte e Um a dualidade do confronto de hoje Islão-Cristão, podia levar, se explicado, aos novos Senhores do Mundo, à Paz do Médio Oriente.

Esta mesma Mensagem de advertência a Portugal não está só no quadro anterior, mas no quadro dos Painéis ditos de Nuno Gonçalves, baseados, agora no Novo Testamento, já por mim explicados no livro Portugal Iluminado, lançado em 1998 pela Editora Hugin. Vejamos a transformação dos Painéis em numerologia, contando as Figuras:

 

Painel 1 Painel 2 Painel 3 Painel 4 Painel 5 Painel 6 Totais Nota
3 4 11 11 4 2 35 3+5=8
2 2 4 4 3 2 17 1+7=8
1 1 2 2 1 1 8 8    =8
Total Cristo
6 7 17 17 8 5 60 Lunação

 

Por mais que a nível humano ou astral se queira ter acesso a esta Ciência Sagrada, por mais que se escrevam livros de lucro fácil ou nos filiemos em Sociedades Secretas ou Grupos de Poder, os quais com os seus Rituais pensam mudar o Mundo, só desenvolvendo o poder de Deus que está em nós chegaremos a rasgar o Véu da Ilusão como já expressa o Livro Quibolet, ou dos Magos do Antigo Testamento. O primeiro passo, simples, está em perceber O Despertar do Ser, título de um livro que publiquei em 1999. Tenho exposto a numerologia dos Povos e do Mundo a Governantes de países, a Entidades Religiosas e a diversas Instituições. Por norma, chega a missiva educada de demos a melhor atenção ao assunto, só que o Braço Armado da Natureza, do Mundo e do Universo é um complexo software, de acção-reacção, onde o erro crasso não pode ter lugar.

Deixem-me dar um exemplo. Em 2001 tive um convite para ir a uma estação televisiva explicar a minha opinião (com outros intervenientes) sobre o 11 de Setembro, em Nova York. Independentemente de quem fez cair as 2 Torres Gémeas, esta data surge 28 anos depois do 11 de Setembro de 1973, no Chile, ou melhor 56 anos depois das outras «Torres» de Hiroshima e Nagasáki, terem ruído também. A numerologia lunar (factor 28), como a solar (factor 11) podem acontecer para rectificar muitos erros, mas primeiro é preciso sabermos porque fazemos anos no mesmo dia solar/lunar, após 28 anos, 56 anos, 84 anos, etc,.

Podem os políticos em Portugal e os seus historiadores fundamentar o passado nos factos, mas até hoje o que falta às análises são os raciocínios analógicos, tão evidentes quão desprezados. Falar num Estado Novo, por mais recente, ao séc. XX, ou na III República após 1974, um de Gomes da Costa outro de Costa Gomes, é antes e tudo visualizar os seus cronogramas principais a 11 e a 25, marcando as independências dos países em guerra colonial e o Armistício da I Guerra Mundial (idem Angola), um foco matricial estendido ao Mundo mesmo na II Guerra, onde a 11 de Março a Alemanha faz anexar a Áustria (filme Música no Coração). Talvez que o mito Crístico de Ourique, a 25 de Julho de 1139, seja mais simbólico que uma discussão da realidade geográfica desta Batalha, no entanto fazendo parte dos 5 Escudos da Bandeira, com 25 besantes.

Aqui, em Mafra, este Convento como o de Cristo de Tomar, construído a partir de 1717, encerra, como o Mosteiro da Batalha e tantos outros Monumentos Nacionais, chaves de métrica, numerologia e simbolismo que nos podem levar a um bom exercício de passado e futuro, longe de obedecerem à vontade de muitos Iluminados e Sábios.

Apesar de existirem cerca de 40 calendários diferentes no Mundo, a Construção dos Povos segue ciclos solares e lunares, arcânicos e septenários, quase sempre de acção-reacção sucessiva no subciclo zodiacal de movimento retrógrado de 25920 anos, tantas as vezes que respiramos por dia, aproximadamente. Embora o nosso sistema métrico seja decimal, todas as medidas derivam de padrões dos Reinos da Natureza, como as métricas humanas de pés, polegadas, covados,etc, ou Cósmicas, como o é o metro ou as constantes e proporcionalidades que vão sendo encontradas na física atómica. Não sendo âmbito aprofundar estas temáticas, importa termos noção que a Numerologia é uma Ciência do Racional ao Sagrado, talvez assim dual porque somos nós que criamos a dualidade. Os maus alunos de Matemática existem porque não os ensinamos a perceber, em crianças, a Aritmética, as suas leis e «curiosidades» das 4 simples operações. Os maus alunos em Línguas existem porque não os ensinamos a construir as palavras, por origem e significado, depois por métrica e gramática. Todo o Universo e Saber se reduz ao Número. Os nossos ossos, órgãos e vórtices de energia não deixam de ter expressão do número humano e o sagrado de um Deus. Todos os países tem número.

 

 

Grato a Vossas Excelências e à Edilidade de Mafra por ter estado neste Auditório.

Auditório D. João V, Mafra, aos 22 dias de Junho de 2006 – resumo da intervenção