Sucedendo a Ourense, Matosinhos e Vila Real foram, hoje, escolhidas para acolher a Capital da Cultura 2016 do Eixo Atlântico. Autarquias preparam programa ambiciosos de promoção de artistas portugueses e galegos.

 A Comissão Executiva do Eixo Atlântico, organização transfronteiriça do Noroeste Peninsular, nomeou hoje, em O Barco de Valdeorras, na Galiza, Matosinhos e Vila Real Capitais da Cultura 2016.

Criada em 2007, a inicitiva visa valorizar as expressões culturais das cidades do Norte de Portugal e Galiza através da promoção de artistas das mais diversas áreas de um lado e outro da fronteira. Este ano, pela primeira vez será adotada uma organização mista, à semelhança das capitais europeias da cultura.

 A organização deste evento cultural foi uma das apostas de Guilherme Pinto para o atual mantado autárquico, encontrando-se já a ser preparado um vasto programa que se estenderá ao longo de 2016, com maior incidência entre os meses de maio e Setembro.

 

A par da criatividade enquanto fator de diferenciação e coesão social, a Câmara de Matosinhos vai avançar com um plano de requalificação urbana para permitir potenciar o certame do ponto de vista económico e da atração turística e da economia.

 

Em comunicado de Imprensa, a autarquia que a programação prevê o acolhimento de espetáculos teatrais de companhias galegas em itinerância, tanto no Cine-Teatro Constantino Nery, como enquadrados no festivais Cena Contemporânea de Matosinhos em Português, fazer a Festa ou o FITEI.

 

A Orquestra Jazz e o Quarteto de Cordas de Matosinhos deverão assumir-se como embaixadores do evento, que acolherá 15 exposições de artes plásticas, fotografia e design, coorganizadas com isntutuições da Galiza.

 

A Capital da Cultura 2016 ficará ainda marcada pela abertura da Casa da Arquitetura, projeto que inicialmente entregue a Siza Vieira, mas que acabou por não avançar devido ao seu elevado custo. O novo projeto passa pela reabilitação da antiga fábrica da Real Vinícola, em Matosinhos, mantendo, contudo, a vocação inicial de arquivo arquitétonico nacional, reunindo e preservando documentação dispersa em vários pontos do país.

 

A Casa da Arquitetura deverá ainda albergar a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Em 2016, está prevista também a criação de uma rede de cidades que, tal como Matosinhos, T~em as suas tradições religiosas ligadas a imagens de Cristo, esculpidas por São Nicodemos, como são os casos dos municípios de Finisterra e de Ourense.


Em: Expresso |Por:  |20 de janeiro de 2015