LusosCortesias

Os escritores lusos sempre que escreveram ou escrevem sobre notícias sociais e económicas – políticas sempre o fizeram com uma “finesse” de espírito, com elevação ética, com educação e cortesia, mesmo que tais escritos, estudos, comentários e mesmo relatos constituíssem fortes críticas à sociedade em geral, aos políticos, às políticas, ou a teses filosóficas e culturais que lhes desagradavam.

Recordemos pois que na literatura lusa, desde Martin Soarez a Afonso Beesteyros, Pero Gomez, D. Dinis, Pero D’Ambroa, Gil Vicente, com os seus ditos de “escárnio” e “mal dizer” até aos “românticos” e “realistas” do séc. XIX tais como Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Antero de Quental, Guerra Junqueiro, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, sempre a literatura lusa se viu enriquecida e muito, pelas críticas, comentários e até sátiras sociais que os nossos escritores tão bem descreveram e dissecaram. Veja-se por todos, e como mero exemplo, os escritos que Eça e Ramalho incorporaram nas célebres “FARPAS”.

O site da “portugalidade.pt” vai dar ensejo, a que os lusos actuais, possam também usando da nossa “janela-cortesias” vir nela expor, comentar, ironizar, criticar, e até vituperar-com-bom-gosto, e sempre educadamente, as “virtudes” e os “desmandos” por vezes “insanos” desde aqueles que nos governam ou “desgovernam” até aos “administrativos-puritanos “que sendo mais” papistas que o Papa” nos facilitam tanto a nossa vida e o nosso viver quotidiano, que nos exigem sempre mais e mais documentação do que aquela que eles precisam para decidir.

À semelhança de Eça e de Ramalho, usamos para título da nossa “Janela” a palavra “CORTESIAS” pois tal palavra também pertence ao léxico de Festa-Brava, das Corridas de toiros, nas quais as “FARPAS “também se inseriam.

Mas é intenção do sítio da portugalidade, que desta vez “não magoemos o animal” e por isso não se irá espetar a Farpa na pele de ninguém, mas pelo contrário, iremos “beneficiá-los” e “cortejá-los” com as também conhecidas regras tauromáquicas, que são. “AS Cortesias”.

Vamos ver então, quem apresenta, as mais belas e assertivas CORTESIAS.