A língua portuguesa, que é falada por mais de 250 milhões em todo o mundo, tem despertado um especial interesse junto dos estudantes asiáticos, por razões múltiplas. As instituições portuguesas em Macau têm apostado intensamente na política da língua, tornando Macau na ponte que poderá reforçar a ligação entre o continente asiático à língua portuguesa.

A Universidade de Macau juntou-se à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na celebração do Dia da Língua Portuguesa com um conjunto de iniciativas que tiveram como primazia reforçar o conhecimento dos participantes sobre o universo da que abarca a língua que nos une. A data foi instituída pela CPLP e assinala-se a 5 de Maio, no entanto foi antecipada no calendário para não colidir com o período de exames dos estudantes, segundo fontes institucionais daquela universidade.

A directora do Departamento de Português da Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade de Macau abordou que existe uma grande aderência e interesse crescente pela língua, que se traduz no aumento contínuo de inscrições na licenciatura em Estudos Portugueses.

A festa da lusofonia desenrolou-se em varias iniciativas destacando-se uma aula aberta de português como língua estrangeira, apresentada por dois alunos finalistas do departamento, gincana cultural e o período dedicado à apresentação de vários actos performativos, protagonizados por estudantes de português daquela universidade, culminando com um Festival Gastronómico Lusófono.

A directora do departamento, Fernanda Gil Costa, reforçou em entrevista ao Jornal Ponto Final Macau o interesse dos estudantes pela língua ou pelos cursos que ensinam a língua, o que tem motivado uma grande crescimento na afluência de candidatos, obrigando a universidade ponderar o  aumento do respectivo corpo docente.

Existe um crescimento significativo de inscrições na licenciatura, que não deve ser ignorado, fruto da procura pela língua portuguesa que cresce cada vez mais no ensino superior, mas não há docentes que cheguem – nem a qualidade desejável. Uma situação de carência que deverá ficar parcialmente colmatada na Universidade de Macau com novas contratações, até ao início do próximo ano lectivo.

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