O terreno luso-europeu está cheio destes bichinhos invertebrados.

Apesar da sua lentidão crónica, eles podem ser considerados como

“invertebrados-todo-o-terreno”.

Eles existem desde o Minho ao Algarve, mas com mais predominância junto

das orlas marítimas ou de água-doce, e rios, inclusive junto ao Tejo e (além-

tejo).

São gastrópodes terrestres mas muito sensíveis à falta de humidade.

A maioria deles só se desloca de noite, ou então depois de uma boa chuvada.

De dia preferem permanecer “descansando” em locais sombrios e

protegidos, pois… trabalhar é só para os outros.

Em caso de perigo, a concha do caracol serve-lhe de abrigo. As lesmas,

são porém tão imprevidentes que até se esqueceram completamente da

concha.

Os caracóis têm um duplo par de tentáculos na cabeça, a que as crianças

chamam popularmente de “pauzinhos” ou “corninhos”.

Todas estas espécies são hermafroditas como as “minhocas”. A

autofecundação é que é rara, ou quase inexistente!

Esta classe de invertebrados é vegetariana! É o que nos vale.

Imagine-se o que seria, se as características destes invertebrados, se

propagassem ao ser humano, nomeadamente aos “lusos-europeus”!

 

Já assim é tão difícil acompanhar os outros europeus invertebrados, o que

seria se nós fossemos todos só lesmas!!!