Todos estes insectos pertencem ao grupo dos Himenópteros, e têm em comum a todos eles o terem aguilhão.

Os machos não o têm. E as abelhas que fabricam o mel só podem “picar” uma vez, pois o aguilhão depois de enterrado, não regressa, e por sua vez, e por causa disso, a abelha morre!

As “vespas” ao contrário da abelha do mel, podem usar o aguilhão sempre que quiserem.

Algumas das espécies de formigas perderam o aguilhão, mas têm um estilete através do qual injectam o ácido fórmico.

Todos estes três géneros de insectos têm um comportamento social, deveras impressionante: têm “Rainhas que governam um Estado perfeitamente organizado”. E são elas – as Rainhas, que têm o direito e o dever exclusivo de “procriar”.

A missão do macho, é uma só: ”fecundar a rainha” e depois morre. Isto é: introduz o voto, e depois em nada mais interfere na governação pois é a Rainha a única a governar o Estado.

Algumas espécies destes três grupos, por vezes, comportam-se de forma estranha. Não há nelas “obreiras”. Nesses casos, as “rainhas” infiltram-se em ninhos de outras espécies, matam a rainha local, e sentam-se no novo trono, reinando. As obreiras subservientes, “ajoelham” e prestam “vassalagem” à nova rainha e alimentam os seus descendentes.

Será que estamos nos “tempos” em que as “abelhas rainhas”, dos países nórdicos da Europa, tomaram de assalto, os tronos das colmeias dos países do Sul, dos países mediterrânicos do sul, e a todos nós obreiros, só nos resta prestar “vassalagem” a essas novas coroadas, e alimentarmos os seus descendentes?

É que o Mel português (aliás como o dos países do sul europeu – mediterrânico) é do melhor Mel do Mundo. E porquê?

Porque o teor e a cor do mel, dependem do tipo de flor usada pelas abelhas. Por exemplo, o mel de rosmaninho é um mel quase transparente. E o que dizer do teor e da cor do nosso mel minhoto, duriense, beirão, alentejano ou algarvio? Onde não só o rosmaninho, como a esteva, a alfazema, a flor da laranjeira e demais flores próprias dos micro climas mediterrânicos produzem o maior manjar dos deuses, que até o próprio Olimpo Grego o tinha como “alimento cooperador da criação”.

Até que ponto, a inveja, o ciúme, a soberba, a luxúria, arrogância, o snobismo e até ódio das “Rainhas abelhas do Norte” (para já não se evocar o desejo consumista das abelhas do “sonho americano”) não estarão na fonte, e não serão causa, das Troikas-Financeiras, esmagarem, escravizarem os povos mediterrânicos, sentaram-se nos “nossos tronos” e obrigarem a todos nós à vassalagem e escravidão? e para só eles usufruírem do “nosso Mel”, da “nossa cera”, do “nosso pólen”, da “nossa geleia real”?!?

Lutemos “com unhas e dentes” pela sobrevivência e saúde das “Abelhas, das Vespas, e das Formiguinhas Lusas”.