Vejamos agora os ORTOPTEROS

Estes invertebrados são insectos que têm dois pares de asas e normalmente têm uma “armadura bucal” capaz de triturar os alimentos. Possuem também capacidade de metamorfose – embora incompleta.

Comecemos pelos “Gafanhotos”

Os Gafanhotos, que apreciam as regiões quentes e secas, e dado a proximidade do Mediterrâneo do nosso solo pátrio, sentem-se em solo luso, como se estivessem na casa deles.

Por isso, é possível aqui encontrar, quase todos os membros das diferentes famílias e géneros de gafanhotos existentes à flor da terra. Ele há o “gafanhoto verde” – com antenas longas e viradas para trás, para a negatividade, ele é bastante “assustador” mas no fundo é só “paleio” pois é absolutamente “inofensivo”.

“Os gafanhotos castanhos” são mais pequenos que os verdes, mas malandros, mentirosos, corrosivos. Estes têm antenas curtas, para escutar até conversas telefónicas. Têm porém asas coloridas para tentarem serem bonitos diante da bicharada.

Quando devoram os bens do parceiro, tais como searas, e outros produtos agrícolas–financeiros, costumam esfregar as patas de trás ou nas asas, ou na barriga, produzindo assim um ruído próprio como de gozo irónico, ou “riso de troika” após ter esbulhado o erário do humano, neste caso, do luso.

E há ainda os “gafanhotos migradores” que são a praga e o inimigo número um dos agricultores, e isto, desde os tempos egípcios de que a Bíblia já deles falou.

Quando e onde eles chegam, devastam tudo. Ainda o fazem pior do que a Troika.

É mesmo um castigo luciferino.

 

Há pouco tempo, estes migradores, em solos de nosso vizinho Marrocos em apenas 5 dias, devoraram 7 mil toneladas de laranjas, o que teve por consequência, o não ter havido nesse país e nesse ano, mais uma Primavera Árabe.

Na década de 60 do século passado, em nosso solo Alentejano, destruíram vários milhões de plantações de tomates.

A Natureza faz sempre compensações (há sempre males que vêm por bem). Foi o que sucedeu. Passados que foram pouco mais de uma dezena de anos, a falta desses vegetais, “os tomates”, permitiram, felizmente, que em solo luso, tivesse vingado a revolução dos cravos.

Os gafanhotos migradores têm entre 3 a 6 centímetros de comprimento, são robustos e voam com muita facilidade. As suas antenas são curtas como nos gafanhotos castanhos.

É claro, que um gafanhoto isolado é mais que covardeEle é um poltrão, que quando é apanhado à mão – como qualquer consumista-ladrão – liberta um líquido colorido (castanho-esverdeado). Se esmagares um, não te assustes, pois esse líquido, é um mero líquido – suco gástrico que é inofensivo. No entanto, esse líquido é tão desagradável que as próprias aves, lagartos e outros predadores naturais dos gafanhotos, o detestam.

Acabemos o mais urgente possível, com os gafanhotos migrantes, expulsando-os de nosso solo luso. Que emigrem para o raio-que-os-parta.

  

GRILOS

Uma curiosidade dos grilos, é que só os machos é que cantam. Não fazem “puto na vida”, além de comer e “grilar”. Cantam por tudo e por nada. Não conhecem “um corno de nada” mas cantam, cantam, como se soubessem tudo e de tudo. Há zoologistas que dizem que o grilo é a miniatura de certa profissão social humana. O grilo era normalmente do campo, mas agora aí começa a ser raro, pois tem-se tornado quase 100% urbano.

Claro que a sua dimensão é ínfima – normalmente não ultrapassa os 2 cm de comprimento.

Podem ser de várias cores: desde o negro azeviche até aos azuis, acastanhados, e até alaranjados e avermelhados.

É claro que o seu refúgio natural é nas casas bem aquecidas, e onde o seu canto agudo, mais que agudo – estridente, perturba  até o sono do mais justo humano.

  

BARATAS

As baratas são animais das piores reputações, e proliferam aos milhares. São muito caseiras e alimentam-se de quase tudo o que podem encontrar dentro de uma habitação, pois são boas “omnívoras”.

Elas contaminam tudo aquilo onde tocam, o que as torna até indesejáveis em bares, restaurantes e outras casas de “comes e bebes”… e não só dessas.

E o que é ainda pior, é que se reproduzem com uma velocidade incrível, de tal modo que podem dar origem a verdadeiras pragas.

Também são de varias cores, desde a cor castanha até à negra.

Há que desinfectar urgentemente o solo europeu luso, destes grilos e destas baratas, pois se uns só grilam e nada fazem; as outras, as baratas, cada vez mais contaminam tudo, e sem nada produzirem, pois são umas verdadeiras:

 

Baratas tontas!!