As várias edições do festival, em diversos países, são uma grande vantagem para os jovens profissionais.

A quinta edição do New York Portuguese Short Film Festival chega esta quinta-feira à cidade de New Bedford, em Massachusetts, depois de ter passado em Cascais, Nova Iorque, Lisboa, Londres, Macau e Sidney.

O festival é uma iniciativa do Arte Institute e chega já em Outubro a Vancouver, no Canadá, e até Junho do próximo ano passa ainda no Brasil, África do Sul, Polónia, e Alemanha. “Queremos que este festival seja uma mostra dos realizadores portugueses noutros mercados e por isso vamos leva-lo a todos os continentes”, disse a directora do Arte Institute, Ana Ventura Miranda, à agência Lusa.

Em New Bedford, o festival vai acontecer no Museu da Baleação da cidade, em parceira com o consulado português. Os filmes estarão divididos em duas sessões. Na primeira, serão mostrados os filmes “Exit Road”, de Yuri Alves, “Beasts”, de Rui Neto e Joana Nicolau, “Emma’s Fine”, de Miguel M. Matias, e “Gu”, de Pedro Marnoto Pereira. Na segunda sessão, serão mostrados “OBBE”, de Joana Maria Sousa e Manuel Carneiro, “Remissão Completa”, de Carlos Melim, “Rio”, de António Pinhão Botelho, e “Emília”, de Diogo M. Borges. Aos oito filmes em competição, junta-se a animação “Gigante”, de Júlio Vanzeler e Luís da Matta Almeida, e “Amphi”, de Iuri Monteiro and Inês Barroqueiro.

O júri que escolheu os dez filmes integrou o actor Ivo Canelas, a curadora de Cinema de São Paulo Letícia Santinon, Amanda Todd, do San Francisco Film Festival, e o ‘bloguer’ de cinema Filipe Freitas. Pedro Marnoto Pereira participa no festival pela segunda vez, depois de ter ficado em segundo lugar na competição em 2013, com a sua primeira curta-metragem, “The Buffalo Kid”. “Foi o meu primeiro filme e, quando me candidatei, a ideia era criar algum nome no circuito de festivais. Este foi o primeiro festival em que participei e depois consegui participar em mais três festivais em Nova Iorque e outros dois em Portugal”, disse em Maio, na estreia do festival em Nova Iorque, à LUSA.

O realizador diz que as várias edições do festival, em diversos países, são uma grande vantagem para os jovens profissionais como ele. “Mostra-se o trabalho em Lisboa, aqui, depois Londres, outras cidades, e essa é a melhor parte, porque algumas pessoas acabam por tomar tempo para te escrever e dizer que gostaram do que viram”, explica.

Em: P3| Texto de Lusa| 08/09/2015