A primeira Feira do Livro do Porto organizada pela câmara em oito décadas teve mais de 200 mil visitantes, informou hoje a autarquia, que garantiu que o novo modelo do evento, sem recurso a ‘outsourcing’, é para manter.

“Tem-se abusado em Portugal do ‘outsourcing’, aqui fizemos ‘insourcing’ (…) Fomos capazes de fazer isto com os recursos humanos da câmara”, afirmou hoje o presidente da Câmara do Porto num balanço da feira que decorreu entre 05 e 21 de setembro e num modelo que é para “continuar”.

Na passada semana a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) disse estar disponível para voltar a organizar a feira, mas hoje Rui Moreira garantiu que a câmara não vai voltar a “fazer ‘outsorcing’ nos termos em que foi feito no passado”.

“O nosso modelo é este. A APEL e os seus associados são livres de aderirem àquilo que é a Feira do Livro como a organizamos”, frisou o autarca para quem esta edição foi um “enorme sucesso para a cidade”.

Destacou ainda ter ficado “comprovado” que o local onde a feira foi realizada — jardins do Palácio de Cristal — funcionou “perfeitamente”, ainda que tenham surgido alguns problemas de “mobilidade” e “iluminação” que foram corrigidos durante o evento.

Também o vereador da cultura salientou que “este evento colocou os jardins do Palácio de Cristal novamente na psicogeografia da cidade”.

Em: Jornal de Notícias