Viseu junta-se assim a Lisboa, Porto e Coimbra, as únicas cidades que têm um museu nacional.

O Museu Grão Vasco, em Viseu, foi elevado à categoria de museu nacional, passando agora a denominar-se Museu Nacional Grão Vasco, informa hoje um despacho publicado em Diário da República.

O despacho, assinado pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, surge depois de um processo que vinha decorrendo há de um ano.

Já em final de Fevereiro, o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, afirmava ter a garantia do Governo de que o Museu Grão Vasco seria elevado ao estatuto de museu nacional, faltando, na altura, apenas um parecer formal, não vinculativo, do Conselho Nacional de Cultura.

Com esta elevação, Viseu entrou “no leque muito restrito de cidades que têm museu nacional”, nomeadamente Lisboa, Porto e Coimbra.

“Representa o reconhecimento nacional do valor cultural excepcional do Museu Grão Vasco e é um grande trunfo para a sua afirmação e para a promoção cultural e turística da cidade de Viseu”, considerou, sublinhando que se trata de uma “grande oportunidade de internacionalização do museu”.

A proposta de elevação a museu nacional partiu de Agostinho Ribeiro, director da instituição, que considerou que o nome de Museu Nacional Grão Vasco não é mais do que “a reposição da justiça”, porque deveria tê-lo “desde os primeiros tempos”, atendendo ao seu património (que inclui tesouros nacionais), ao pintor que lhe está associado e também à sua “profundidade histórica”.

“A importância histórica, o acervo, a prática museológica e os resultados estatísticos permitiam-nos esperar que esta designação fosse atribuída”, afirmou o director do museu, que no próximo ano comemora o centenário da sua fundação.

A colecção principal do museu é constituída “por um conjunto notável de pinturas de retábulo, provenientes da catedral, de igrejas da região e de depósitos de outros museus, da autoria de Vasco Fernandes (Grão Vasco), de colaboradores e contemporâneos”, refere a Direcção-Geral do Património Cultural no seu sítio da Internet.

“O acervo inclui ainda objectos e suportes figurativos originalmente destinados a práticas litúrgicas (pintura, escultura, ourivesaria e marfins, do Românico ao Barroco), maioritariamente provenientes da catedral e de igrejas da região, a que acrescem peças de arqueologia, uma colecção importante de pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, exemplares de faiança portuguesa, porcelana oriental e mobiliário”, acrescenta.

Em: Diário de Notícias