Associação Portuguesa de Escritores assinala os 125 anos da morte de Camilo com uma palestra e um jantar-tertúlia

A Associação Portuguesa de Escritores (APE) assinala os 125 anos da morte de Camilo Castelo Branco, com uma palestra e um jantar-tertúlia, iniciativas coordenadas por Luís Machado.

Em comunicado, a APE afirma que o “programa diversificado” abre com a sessão “O homem e o escritor”, na próxima segunda-feira, às 18h, na Livraria Férin, em Lisboa, na qual participam os escritores e ensaístas Ernesto Rodrigues, João Bigotte Chorão, José Manuel Mendes, Margarida Braga Neves, com moderação do divulgador cultural Luís Machado.

A outra iniciativa anunciada é um jantar-tertúlia, no dia 29, às 19h, no Café Martinho da Arcada, também na capital.

Camilo Castelo Branco, que nasceu em Lisboa, em 1825, e morreu em São Miguel de Seide, em Vila Nova de Famalicão, em 1890, “foi um dos mais notáveis escritores do século XIX”, destaca a APE.

“Prolífero, com uma obra vastíssima, ultrapassando, largamente, uma centena de títulos, escritos ao longo de cerca de 45 anos, retrata – talvez como nenhuma outra – a nossa terra e a sua gente, legando-nos singular testemunho de um Portugal rural e profundo, há muito desaparecido, e que ele conhecia como ninguém”, afirma a APE no mesmo comunicado.

Entre outras obras do autor refira-se Amor de perdição, A Queda de um Anjo, O Demónio de Ouro, Maria Moisés, O Regicida e A Filha do Regicida, O Livro Negro do Padre Dinis, Eusébio Macário, A corja, A Brasileira de Prazins e Vulcões de Lama.

No comunicado, a APE realça que Camilo Castelo Branco foi “escritor a tempo inteiro”.

Em 1885 o rei D. Luís concedeu-lhe o título Visconde de Correia Botelho, e quatro anos depois casou-se com Ana Plácido, depois de um casamento ainda muito jovem e de várias paixões que lhe chegaram a valer a perseguição em nome dos costumes da época e a cadeia.

 

Em: Sábado |16 de Junho de 2015