Os investigadores com ensaios históricos produzidos sobre o período da Idade Moderna podem até 31 de Dezembro apresentar candidaturas à primeira edição do Prémio literário António Rosa Mendes, cujo vencedor receberá 10 mil euros, anunciou a organização.

Promovido com caráter bienal pela Câmara de Vila Real de Santo António para homenagear o historiador e investigador da Universidade do Algarve (UAlg) António Rosa Mendes, que morreu em Junho de 2013, aos 59 anos, este é um dos “prémios com maior valor pecuniário a nível nacional”, disse à agência Lusa José Carlos Barros, presidente da Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António e membro do júri do concurso.

“É de salientar valor pecuniário associado ao prémio. Apesar das dificuldades com que todos nós nos debatemos, foi possível à Câmara de Vila Real de Santo António, prevendo o recurso ao mecenato, garantir que o prémio terá um valor de 10 mil euros”, sublinhou José Carlos Barros.

A mesma fonte explicou que a inclusão da palavra “literário” num prémio dedicado a ensaio histórico “não tem apenas a ver com o reconhecimento de que a literatura não é apenas ficção ou poesia”.

“Neste caso, a expressão literária assume um significado muito especial porque a estética, a linguagem e o estilo eram preocupações sempre presentes nos textos do António Rosa Mendes, nos seus mais pequenos textos, nos seus livros e nos seus ensaios históricos”, justificou José Carlos Barros.

O também antigo vice-presidente da Câmara de Vila Real de Santo António destacou outras ideias que orientaram a criação deste prémio nacional, como a “continuidade”, que está garantida através do caráter bienal para “manter viva a memória de António Rosa Mendes ao longo do tempo”.

Outra das ideias presentes foi a de assegurar a “qualidade do júri”, a ser “escolhido edição a edição” e que conta no primeiro ano com um elenco que “não deixa dúvidas” e inclui, além do próprio José Carlos Barros, em nome da Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António, os professores doutores Joaquim Romero de Magalhães, Esteves Pereira, José Eduardo Horta Correia e Luís Filipe Oliveira, todos investigadores de “reconhecido mérito” e que conheceram António Rosa Mendes.

Foi também equacionado se os trabalhos concorrentes deviam ou não “restringir-se a investigações sobre o Algarve”, porque “foi essencialmente sobre o Algarve que se debruçou” o investigador algarvio, mas José Carlos Barros explicou que “não se quis restringir geograficamente à região” porque “um prémio destas características deve ter uma abrangência nacional”.

“Optámos apenas por haver uma condição, que é a de que os trabalhos fossem condicionados ao período da Idade Moderna, sobre o qual os ensaios de António Rosa Mendes incidiram”, acrescentou, frisando que o prazo para apresentar candidaturas termina a 31 de Dezembro e “o júri deve ter a decisão tomada até 15 de maio de 2015″ para que “o prémio possa ser entregue a 21 de maio, aniversário do nascimento de António Rosa Mendes”.

Em: Notícias ao Minuto