Um livro sobre várias fases da história do Caramulo que resulta da vivência de um cónego com 100 anos e da recolha que fez a vários documentos é apresentado no sábado, em Tondela.

Um livro sobre várias fases da história do Caramulo que resulta da vivência de um cónego com 100 anos e da recolha que fez a vários documentos é apresentado no sábado, em Tondela.

‘Monstro fabuloso adormecido, acorda, irrompe e urbaniza…’ é o título do livro do cónego José Ribeiro dos Santos, que foi pároco do Guardão durante 56 anos.

O presidente do Centro de Estudos e Interpretação da Serra do Caramulo, Luís Costa, contou à agência Lusa que o cónego tinha muitos manuscritos e documentos que foi juntando ao longo dos anos.

“Há três ou quatro anos disponibilizei-me para o ajudar na compilação e tentarmos fazer um livro”, que agora é apresentado, explicou.

Apaixonado pela Serra do Caramulo e estudioso da sua história e do seu património material e imaterial, o cónego José Ribeiro dos Santos foi também, durante vários anos, o diretor e único responsável pelo jornal Caramulo.

“Era um jornal paroquial, onde ia divulgando as ideias e as histórias que tinha” e que agora ficarão perpetuadas no livro, acrescentou.

Segundo Luís Costa, o livro segue a lógica do título – “acorda, irrompe e urbaniza” — começando com uma caracterização geral da serra.

“Depois, começa a história do interesse que foi sendo demonstrado pelo Caramulo, desde o foral atribuído por D. Sancho I há cerca de 800 anos, passando pela paróquia do Guardão e os donos do couto, até à visita do rei D. Carlos em 1906″, contou.

O responsável explicou que foi essa visita do rei que esteve na origem da estância sanatorial do Caramulo, “que foi uma das mais avançadas da Europa”.

“Tem uma parte interessante do ponto de vista histórico que é a transcrição das atas dos dois organismos que foram responsáveis pela estância”, frisou.

Segundo Luís Costa, a última parte do livro refere-se à atualidade e ao que ainda poderá ter de interesse um Caramulo que “está degradado, porque grande parte dos sanatórios foram abandonados”.

“Mas há algumas ideias para o futuro. Ele defende que é preciso ter a iniciativa e a coragem que houve naquela altura (do auge da estância sanatorial), para que o ‘monstro’ não volte a adormecer”, acrescentou.

O livro é apresentado no sábado à tarde, na Biblioteca Municipal de Tondela e tem a chancela da RVJ — Editores.

Em: Notícias ao Minuto |Por Lusa