Escritor vai receber um prémio no valor descritor vai receber um prémio no valor de 100 mil euros e ainda vai ter o seu livro publicado 100 mil euros e ainda vai ter o seu livro publicado

António Tavares é o vencedor do Prémio Literário LeYa deste ano, com o livro O Coro dos Defuntos, foi hoje anunciado na sede daquele grupo editorial, em Alfragide, Amadora.

Sucessor de Afonso Reis Cabral, que venceu a edição passada, António Tavares é professor do ensino secundário e vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. Vai receber um prémio no valor de 100 mil euros e vai ter O Coro dos Defuntos publicado pela Leya. 

Foi jornalista, fundador e director do periódico regional A Linha do Oeste, e fundou e coordenou a revista de estudosLitorais, como se pode ler em nota biográfica no site da Leya.

 

Escreveu peças para teatro, mas foi como romancista que obteve uma menção honrosa no prémio Alves Redol, atribuída em 2013 pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ao romance O Tempo Adormeceu sob o Sol da Tarde, e foi finalista do Prémio Leya 2013 com As Palavras Que Me Deverão Guiar um Dia, publicado em 2014 pela Teorema.O júri, presidido por Manuel Alegre, que esteve reunido na segunda-feira, dia 12, e voltou a reunir-se na manhã de hoje, decidiu por unanimidade atribuir o galardão a António Tavares, destacando “a construção sólida” do romance O Coro dos Defuntos.

“Estamos perante um romance que tem uma construção sólida, conduzindo o leitor através de uma escrita que inscreve, em paralelo, o percurso do país e o do mundo”, lê-se na acta do júri. Os jurados realçaram ainda a “versatilidade na composição da narrativa e no cruzamento de vozes e perspetivas correspondente à diversidade de personagens”.

Além de Manuel Alegre, o júri é ainda constituído pelos escritores Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, o professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra José Carlos Seabra Pereira, o reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, Lourenço do Rosário, e a professora da Universidade de São Paulo Rita Chaves.

Recorde-se que o Prémio LeYa foi criado em 2008, com o objectivo de distinguir “um romance inédito escrito em português”, segundo o regulamente.

O Rasto do Jaguar, do brasileiro Murilo Carvalho, foi o primeiro vencedor deste prémio literário, em 2008, que no ano seguinte distinguiu O Olho de Hertzog, do moçambicano João Paulo Borges Coelho.

Em 2010 o galardão não foi entregue, decisão justificada pela falta de qualidade dos candidatos, mas em 2011 voltou a ser atribuído, então para distinguir a obra O teu Rosto Será O Último, de João Ricardo Pedro, que este ano integra a lista de finalistas do Prémio Sinbad-Città de Bari, na categoria de narrativa estrangeira, em Itália.

Debaixo de Algum Céu, de Nuno Camarneiro, foi o vencedor em 2012, e, em 2013, o prémio foi atribuído a Uma Outra Voz, de Gabriela Ruivo Trindade.  No ano passado o vencedor foi O Meu Irmão, de Afonso Reis Cabral.