ESFERA  ARMILAR JUDAICA

No entender de Isaac Myer (AVICEBRON) a “esfera armilar” acima representada é o retrato Kabalístico do Universo.

ד – DALETH – que representa A’meth – A VERDADE.

שׁ – SHIN -  que representa Din – O JULGAMENTO.

א – ALEF – que representa Shalom – A PAZ.

Ele acrescenta o que está referido no Pirqé Abot” (164 d.C.) – “O Mundo sustido por três coisas”:

- Verdade, Julgamento, Paz.

Trata-se de um sistema de energias graças às quais o mundo existe. Assim, os Corpos Celestes são sustidos nos seus lugares pelo:

Hem – dah – o Desejo      e        Amun – ah – a Fé.

Que os atrai para EHVEH – EU SOU.

Paz, por sua vez, é um nome talmúdico de DEUS. “Todas as coisas são perfeccionadas pela Paz”.

Para os Kabalistas

Paz = Hered  = Amor e Clemência.

Julgamento = Pa’had = Medo

Verdade = Ge dool-ah = Grandeza

Todos são equivalências diversas do NOME INEFÁVEL que se correspondem entre eles.

VIRIDIARUM CHYMICUM

Detalhe do frontispício do Tratado de Alquimia VIRIDIARUM CHYMICUM de Daniel Stoltius (Frankfurt – 1624).

 

Figura de HERMES TRIMEGISTUS empunha uma Esfera Armilar na mão direita.

 

ESFERA ARMILAR:  Divisa do Rei D. Manuel I - Claustro do Convento dos Jerónimos (Séc. XVI)

ESFERA ARMILAR: Divisa do Rei D. Manuel I – Claustro do Convento dos Jerónimos (Séc. XVI).

 

El-Rei D. Manuel II, no seu exílio em Inglaterra, escreveu uma obra intitulada Livros Antigos Portugueses em 3 Volumes (cujo terceiro volume não chegou a terminar).

No final do I Volume, reproduziu na última página as Armas de El Rei D. Manuel I e a sua divisa – A Esfera – acrescentando:

“Quisemos que assim fosse porque essas Armas de Portugal e essa divisa são um símbolo que representa o facho que alumiou a época que, através dos livros, tentamos escrever.

Nesses tempos gloriosos, conquistou-se a esfera, e Portugal, cheio de fé, de coragem, de perseverança, e de ciência, deu o exemplo ao mundo, influindo nos seus destinos e revelando, pelas suas assombrosas navegações, as partes desconhecidos do planeta.

Portugal criou uma Renascença e, se nesse esforço sobre humano esgotou energias, fazendo sangrar a Pátria, não podemos jamais esquecer que essa glória luminosa foi tal, que hoje ainda, aclara a nossa história.

A genial aventura iniciada em Ceuta foi uma cruzada bendita, pois, sob a Cruz de Cristo, uniu as quinas de Portugal à Esfera, a divisa dada pelo Príncipe Perfeito ao Venturoso”.