CL 14

 

PRÓLOGO

«A Reflexão acerca do trinómio Igreja/Cultura/Mundo tem sido inevitável no curso de vida do autor. Ou por vontade intelectiva, que escolhe temas e problemas para essa reflexão, ou por instância de outros, pessoas e/ou entidades que, eventualmente e a intervalos, solicitam específicas colaborações, destinadas a específicas iniciativas.

Os ensaios compilados podem considerar-se em quatro grupos temáticos: questões de relação da Igreja com outras religiões; aspectos da renovação do pensamento católico na ordem social, o temário mariológico; o culto do Divino Espírito Santo; e, por fim, dois artigos singulares. O primeiro, acerca da ideia da Igreja em Portugal, um ensaio elaborado sobre uma folha de papel em branco, que permitiu ao autor traçar, mediante uma pesquisa, um roteiro didascálico para o que poderá ser, no futuro, apresentado por novas gerações de escritores, como a Suma da Eclesiologia portuguesa. E o último, uma seca, porventura estéril, listagem de títulos, que deseja constituir-se em serviço do outro e, de modo especial, de quem ache agrado e utilidade no estudo das associações religiosas.

Para que o nome não desmereça do livro As Duas Cidades, baptizamos este com o título de A Cidade Nova. Com este nome fixamos o toponímico de um bairro – Cidade Nova – incluído na vila onde vivemos, vila essa que, esperamos, ainda em algum tempo seja rebaptizada com o nome de Cidade Nova de Santo António dos Cavaleiros. E bairro também, que por janela que abre para o monte, nos espreita, através do pequeno bosque de eucaliptos. Enfim, e causa porventura ainda maior, cidade nova exprime, tal como o termo clássico mundo novo, o Reino de comunhão que, em suas diferenças, todos ansiamos, e que as principais religiões, a católica inclusa, esine qua non, a todo o instante nos propõem. Ainda que, afinal de contas, sem grandes resultados práticos.

De modo que não sabemos até quando continuaremos a interrogar: Quem subirá à Cidade Nova?

Cidade Nova predica-se da cidade celeste, toda ornada como a noiva, para receber o esposo. A ela subiremos, através dos inúmeros problemas que à alma humana, por sua própria iniciativa, se opõem. O autor reflecte sobre alguns desses problemas, na relação da Sociedade com a Religião – o trânsito da cidade velha para a cidade nova. Igreja, Maçonaria, Sinagoga, Piedade popular, são alguns dos tópicos abrangidos nestes ensaios de antropologia religiosa.»

 

Mais informações em Fundação Lusíada: A Cidade Nova